De acordo com o barômetro mensal da Ipsos BVA-CESI para o Tribune Dimanche, 79% dos entrevistados desaprovam a gestão do presidente, uma rejeição sem precedentes na pesquisa.
A queda ainda maior da popularidade do chefe de Estado francês se justifica pela perda de terreno nas fileiras de seu próprio campo, o governo e seus aliados, observou o diretor-geral da Ipsos BVA, Brice Teinturier.
Um setor da oposição, em particular os partidos La France Insoumise e Rassemblement National, pressiona em meio à crise política imperante para derrubar o governo do primeiro-ministro Sébastien Lecornu e conseguir eleições antecipadas, sejam elas legislativas ou presidenciais.
Diante do cenário adverso, Macron busca oxigênio em sua projeção internacional, com o apoio à Ucrânia na guerra com a Rússia, à solução dos dois Estados no conflito palestino-israelense e à Dinamarca diante das pretensões de Donald Trump de se apoderar da Groenlândia.
A popularidade do primeiro-ministro Lecornu também é baixa, com 29% de opiniões favoráveis e 58% de opiniões negativas.
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