Domingo, Janeiro 18, 2026
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Administração interina em Gaza anuncia prioridades

Cairo, 18 jan (Prensa Latina) O chefe do novo comitê palestino encarregado de administrar a Faixa de Gaza, Ali Shaath, destacou hoje que entre suas prioridades está aliviar o sofrimento do povo local, restaurar a segurança e evitar uma nova agressão israelense.

Em entrevista nesta capital à emissora Cairo News Channel, Shaath explicou que o plano de governo se baseia no projeto egípcio para a reconstrução e revitalização da Faixa, aprovado no ano passado em uma cúpula árabe.

Nosso comitê é totalmente palestino, eleito pelo seu povo e suas forças nacionais para alcançar uma vida digna o mais rápido possível, disse ele.

“Estamos interessados em garantir que as guerras não retornem à Faixa de Gaza nem à região árabe”, disse ele.

A esse respeito, ele afirmou que as crianças de Gaza devem retornar às escolas após dois anos sem frequentar as aulas devido à guerra no território, que causou a morte de mais de 71 mil palestinos.

Queremos aliviar o sofrimento do povo palestino e restabelecer a segurança para estabilizar a situação, enfatizou o funcionário, engenheiro civil de profissão.

Em sua opinião, a firmeza do povo palestino em Gaza foi o fator mais importante que permitiu a existência do comitê e seu programa de trabalho, diante do qual, comentou, o objetivo é servi-los e acabar com a injustiça histórica que lhes foi infligida.

Gaza entrou em uma nova etapa após a criação de um comitê de tecnocratas palestinos, encarregados de dirigir o território, e a próxima dissolução do governo do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas).

Turquia, Catar e Egito, como países mediadores, saudaram a formação do comitê, estimando que ele ajudaria a pavimentar o caminho para a implementação da segunda fase da trégua.

A nova etapa inclui a retirada das tropas israelenses das zonas ocupadas na Faixa, embora a imprensa daquele país tenha revelado que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu não retirará seus soldados se o Hamas não se desarmar.

Na verdade, Netanyahu minimizou a nova etapa, afirmando que “é um passo simbólico, nada mais”.

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