Sábado, Janeiro 17, 2026
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Inflação na Itália sobe 1,5% em 2025

Roma, 17 jan (Prensa Latina) A inflação na Itália subiu 1,5% em 2025, representando uma aceleração significativa em comparação com o ano anterior, quando os preços ao consumidor aumentaram 1,0 ponto percentual, segundo relatório divulgado hoje.

Um estudo publicado pelo Instituto Nacional de Estatística (Istat) indica ainda que, em dezembro do ano passado, o índice nacional de preços ao consumidor para todo o país aumentou 0,2% em relação ao mês anterior e 1,2 ponto percentual em comparação com o mesmo período de 2024.

O aumento da inflação no último mês do ano passado deveu-se principalmente ao aumento dos preços dos serviços relacionados ao transporte, que subiram de 0,9% para 2,6%, bem como dos alimentos não processados, que, entre novembro e dezembro de 2025, aumentaram de 1,1% para 2,3 pontos percentuais.

Contudo, os preços dos bens não duráveis ​​caíram de 1,0% para 0,6%, e os preços dos serviços recreativos, culturais e de cuidados pessoais recuaram de 3,0% para 2,7 pontos percentuais. Esse cenário foi ainda mais agravado por uma queda de 2,0 pontos percentuais nos preços da energia regulamentada.

Em dezembro, a inflação subjacente, que exclui energia e alimentos não processados, manteve-se estável em 1,7%, segundo a análise dos especialistas do Istat.

Em relação ao aumento estimado de 1,5% nos preços ao consumidor em comparação com o ano anterior, os especialistas explicaram que essa aceleração, 0,5 ponto percentual acima da projeção para 2024, foi influenciada pela alta no custo dos bens energéticos regulamentados, que subiu de 0,2% para 16,2 pontos percentuais em relação ao ano anterior.

Além disso, uma reportagem publicada no site do jornal Corriere della Sera, com base nesses dados do Istat, destaca que as associações de consumidores consideram esses números um duro golpe, pois estimam um gasto adicional anual por família de 561 euros, dos quais 269 euros correspondem apenas a alimentos e bebidas.

Massimiliano Dona, presidente da União Nacional de Consumidores, considerou “grave que sejam justamente os gastos obrigatórios que estejam disparando”, o que tem um impacto muito negativo, principalmente sobre as famílias e indivíduos de baixa renda, acrescenta a fonte.

oda/ort/bj

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