Ele descreveu a doutrina da “Pátria Azul” da Turquia, que reivindica extensas zonas econômicas, como “inaceitável” e afirmou que a Grécia agora possui argumentos jurídicos e diplomáticos mais fortes, respaldados pelos padrões da União Europeia.
A medida segue a extensão das águas territoriais gregas de 6 para 12 milhas náuticas no Mar Jônico em 2021, marcando uma política de afirmação gradual de seus direitos soberanos.
Analistas locais apontam que o anúncio, feito apesar da Turquia considerar tal expansão um casus belli (caso de guerra), aumenta as tensões em uma disputa de longa data envolvendo águas territoriais, espaço aéreo e plataforma continental. Entretanto, especialistas em direito marítimo internacional enfatizam que, embora a Convenção da ONU permita a extensão das águas territoriais para 12 milhas náuticas, a Grécia aplica esse direito apenas parcialmente no Mar Egeu devido a complexidades geopolíticas.
A disputa reflete a competição estratégica no Mediterrâneo Oriental por recursos energéticos e influência, com ambos os países realizando exercícios militares na região.
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