“A segunda fase já começou. Por que (os militares israelenses) não se retiraram para que pudéssemos retornar?”, questionou Abu Jameh, de 63 anos, em declarações à agência de notícias Safa.
“Desde maio do ano passado, fomos forçados a abandonar nossas casas. Passamos noites nas ruas, em mesquitas e em escolas”, disse ele.
Referindo-se aos Estados Unidos, ele afirmou que “quem anunciou a segunda fase deveria obrigar Israel a recuar até as fronteiras.
Estamos fartos e cansados do deslocamento constante”, declarou Abu Jameh.
“Onde está a segunda fase? Os bombardeios, os tiros, os helicópteros, os ataques… Tudo continua igual!” Abdullah Baraka, de 45 anos, morador de Abasan al-Kabira, concordou.
Baraka afirmou que o anúncio do enviado americano Steve Wittkopf é “apenas tinta no papel”.
“Eles tiraram nossas vidas na primeira fase, voltamos e eles atiraram em nós”, insistiu, criticando os contínuos ataques do exército israelense.
Enquanto isso, Ismail Maarouf, morador de Beit Lahia, indicou que a população quer retornar para suas casas a qualquer custo.
Maarouf denunciou os deslocamentos forçados na Faixa de Gaza e afirmou que seus habitantes só encontrarão paz em sua própria terra. “Queremos que os soldados se retirem, como combinado”, declarou.
Na última quarta-feira, Wittkopf anunciou o lançamento da segunda fase do plano de 20 pontos do presidente Donald Trump para Gaza, que prevê a formação de um comitê de tecnocratas palestinos para administrar a área e a retirada israelense da Faixa de Gaza.
No entanto, as Forças Armadas de Israel mantêm presença em mais da metade de Gaza, enquanto a população está concentrada em uma área pequena.
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