“Precisamos discutir com a Rússia a cessação das hostilidades na Ucrânia e conversar como com um vizinho”, declarou o ex-alto funcionário da aliança atlântica.
Stoltenberg argumentou que a retomada do diálogo também é essencial para abordar o controle de armas, observando que a arquitetura de limitação nuclear vigente durante a Guerra Fria desapareceu.
Analistas acreditam que essas declarações refletem uma crescente tendência de realismo político no debate estratégico europeu, dado o impasse no conflito, e concordam que a falta de canais de comunicação contínuos com Moscou aumenta o risco de erros de cálculo e escalada não intencional.
A posição do ex-chefe da OTAN contrasta com a retórica predominante de confronto, ressaltando a necessidade de uma diplomacia pragmática, mesmo entre adversários.
Este apelo surge em meio a crescentes alertas sobre a necessidade urgente de estabelecer mecanismos de gestão de crises e evitar o confronto aberto.
Desde 24 de fevereiro de 2022, a Rússia conduz uma operação militar especial na Ucrânia, cujos objetivos, segundo o presidente russo Vladimir Putin, são proteger a população do “genocídio pelo regime de Kiev” e lidar com os riscos à segurança nacional representados pela expansão da OTAN para o leste.
Moscou tem alertado repetidamente que o bloco militar está “brincando com fogo” ao fornecer armas à Ucrânia e que os comboios de armas estrangeiras seriam “alvos legítimos” para o exército russo assim que cruzassem a fronteira.
De acordo com o Kremlin, a política ocidental de fornecer armas à Ucrânia não contribui para as negociações russo-ucranianas e só terá um efeito negativo.
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