O Gabinete de Imprensa do Governo em Gaza detalhou em um comunicado que as tropas israelenses prenderam ilegalmente cerca de 50 cidadãos entre essa data e 15 de janeiro.
Os dados foram divulgados após o anúncio do início da segunda fase, que inclui a criação de um comitê de técnicos palestinos encarregado de governar o enclave.
Segundo o Gabinete de Imprensa, os soldados israelenses cometeram 1.244 violações dos direitos humanos durante esses 95 dias.
A ocupação continuou a cometer violações graves e sistemáticas do acordo, o que constitui uma clara violação do direito internacional humanitário e uma sabotagem deliberada da essência do cessar-fogo, enfatizou a organização.
O relatório especificou que tais violações incluíram 402 incidentes de disparos diretos contra civis, 66 incursões de veículos militares em áreas residenciais e 581 ataques e bombardeios.
Explicou que, durante esse período, apenas 24.611 caminhões com ajuda humanitária entraram em Gaza, apenas 43% dos 57.000 que deveriam ter entrado conforme o acordo.
De acordo com o acordo para cessar-fogo, 600 veículos deveriam entrar no território diariamente, mas a média foi de apenas 269, observou o relatório.
A organização destacou que essa situação levou a uma grave escassez de alimentos, medicamentos, água potável e combustível, o que, por sua vez, agravou a crise humanitária.
“Mesmo os alimentos que a ocupação (Israel) permite entrar são, em sua maioria, de baixo valor nutricional”, como parte de uma “política deliberada de fome e sede planejadas”, denunciou.
otf/rob/bj





