Um alerta de segurança da Embaixada Virtual dos EUA para o Irã recomendou que os cidadãos “saiam agora” e tenham um plano de evacuação que “não dependa da assistência do governo estadunidense”.
Tentando usar tarifas como arma de pressão política, Trump alertou nesta segunda-feira, em sua conta no Truth Social, que qualquer país que fizer negócios com o Irã pagará uma tarifa de 25% em todas as suas transações comerciais com os Estados Unidos.
“A ordem é final e entra em vigor imediatamente”, declarou o presidente republicano sobre a medida, referindo-se aos protestos que têm abalado a nação iraniana há vários dias.
Segundo a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, que falou logo em seguida, o presidente não descarta ordenar ataques aéreos contra o Irã, “uma das muitas opções que estão sobre a mesa para o comandante-em-chefe”.
Em declarações à imprensa no domingo, Trump enfatizou que o Irã “governa pela violência, mas estamos analisando isso muito seriamente; os militares estão analisando isso. E estamos considerando algumas opções muito fortes”.
Em relação às bases militares, ele disse: “Se eles fizerem isso (atacá-las), consideraremos coisas que vocês não imaginam. Se eles fizerem isso, os atingiremos em níveis que eles nunca sofreram antes”.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, já havia chamado Trump de “delirante”. Emitindo um alerta direto, ele afirmou: “Para evitar erros de cálculo, entendam que, se decidirem atacar o Irã, tanto os territórios ocupados quanto todas as instalações, bases e navios militares dos EUA na região serão alvos legítimos”.
O Irã enfrenta mais de uma semana de protestos. As autoridades locais atribuem a crise econômica às medidas punitivas implementadas por sucessivas administrações norte-americanas.
Trump ameaça intervir no conflito interno. “O Irã anseia pela LIBERDADE, talvez como nunca antes”, escreveu ele no sábado em sua plataforma de mídia social. “Os Estados Unidos estão prontos para ajudar!”, acrescentou.
Em junho, Trump decidiu bombardear instalações nucleares iranianas, o que, na época, colocou os Estados Unidos no centro do mais recente conflito no Oriente Médio, uma das regiões mais voláteis do mundo.
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