Globalmente, a circulação da gripe tem aumentado constantemente desde outubro de 2015, com predominância da influenza A(H3N2) e sinais de início precoce em diversos países do Hemisfério Norte. Enquanto isso, também estão sendo observados sinais de um aumento progressivo na circulação do VSR.
Nas Américas, a positividade para influenza permanece acima de 10% no Hemisfério Norte, com aumentos sustentados na América do Norte e Central, e níveis próximos a 20% no Caribe, onde a influenza A(H3N2) é a cepa predominante, informou a OPAS.
Uma análise de dados de países selecionados (Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Espanha) mostra que, no Hemisfério Norte, a temporada de gripe começou cedo e rapidamente, com um aumento nas consultas ambulatoriais (especialmente entre crianças) e hospitalizações, principalmente em idosos.
Embora os padrões sejam consistentes com a dinâmica sazonal e a gravidade permaneça comparável às temporadas anteriores, sem excesso de mortalidade observado até o momento, em alguns países os níveis de atividade, incluindo triagem para influenza e atendimento primário para sintomas gripais, excedem os registrados nas últimas temporadas.
Nesse contexto, o aumento progressivo da circulação do VSR (Vírus Sincicial Respiratório) pode amplificar a pressão sobre os sistemas de saúde, exigindo monitoramento rigoroso e contínuo da situação para ajustar prontamente os planos de resposta dos serviços de saúde, explicou a agência de saúde.
Ele enfatizou que estudos preliminares mostram que as vacinas contra influenza atuais são eficazes na prevenção de hospitalizações (com eficácia de 30 a 40% em adultos e até 75% em crianças), e instou os países a alcançarem alta cobertura vacinal, especialmente entre grupos prioritários, como crianças, gestantes, idosos e pessoas com doenças crônicas.
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