O presidente fez as declarações em sua conta no Twitter, após alegações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre supostos contatos com autoridades cubanas, algo que a imprensa da ilha já havia descartado como especulação. “Não há conversas com o governo dos Estados Unidos, exceto contatos técnicos na área de migração”, escreveu o presidente cubano em sua conta na rede social.
Díaz-Canel afirmou que a disposição para dialogar inclui a atual administração da Casa Branca “com base na igualdade soberana, respeito mútuo, princípios do direito internacional, benefício recíproco sem interferência em assuntos internos e com pleno respeito à nossa independência”.
O chefe de Estado reiterou que a origem e o endurecimento extremo do embargo não têm relação com os cubanos residentes nos Estados Unidos, que estão lá por causa dessa política fracassada e dos privilégios da Lei de Ajuste Cubano.
A mensagem esclarece que esses cubanos em solo estadunidense “são agora vítimas da mudança nas políticas em relação aos migrantes e da traição dos políticos de Miami”.
Da mesma forma, o presidente da nação caribenha mencionou a existência de acordos bilaterais de migração em vigor, aos quais Cuba adere escrupulosamente.
Ao mesmo tempo, expressou sua convicção, demonstrada ao longo da história, de que “para que as relações entre os Estados Unidos e Cuba progridam, elas devem se basear no direito internacional, e não em hostilidade, ameaças e coerção econômica”.
As declarações feitas pelo Primeiro Secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba na segunda-feira vieram após um fim de semana de firmes declarações da ilha em sua defesa e em resposta às ameaças emitidas por Washington.
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