Segunda-feira, Janeiro 12, 2026
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Egito continua sua campanha em apoio ao povo palestino

Cairo, 11 jan (Prensa Latina) O Egito continua hoje uma ofensiva diplomática em defesa do povo palestino e para promover a segunda fase do acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza, em meio a violações sistemáticas por parte de Israel.

Nas últimas horas, o presidente egípcio Abdel Fattah El-Sisi e o ministro das Relações Exteriores Badr Abdelatty discutiram o assunto com dignitários internacionais.

Segundo um comunicado oficial, durante uma reunião nesta capital, El-Sisi e a Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Kaja Kallas, analisaram uma série de crises regionais e internacionais e sublinharam a necessidade de procurar soluções políticas para essas guerras.

Em relação a Gaza, ambas as partes concordaram em avançar com a segunda parte do acordo de cessar-fogo e com a reconstrução do enclave costeiro, devastado após dois anos de agressão israelense.

Reiteraram também a sua rejeição a qualquer tentativa de expulsar os palestinos das suas terras e defenderam a retomada dos contatos para buscar uma solução justa para o conflito.

Por sua vez, Abdelatty conversou por telefone com seu homólogo jordaniano, Ayman Safadi, sobre a tensão na Cisjordânia ocupada, em decorrência do aumento dos ataques de colonos judeus.

Segundo um comunicado do Ministério das Relações Exteriores do Egito, os dois ministros defenderam uma paz justa e duradoura baseada na solução de dois Estados como a única forma de alcançar a estabilidade e a segurança no Oriente Médio.

Eles também exigiram que Israel reabrisse todas as passagens de fronteira para a Faixa de Gaza, a fim de permitir que um volume maior de ajuda humanitária chegasse ao território sitiado.

Durante uma reunião extraordinária da Organização de Cooperação Islâmica, realizada ontem em Jeddah, Abdelatty reafirmou o apoio do Cairo aos direitos do povo palestino e sua rejeição aos contínuos ataques israelenses.

Nesse sentido, ele defendeu a criação de um Estado palestino com Jerusalém Oriental como sua capital.

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