Segundo o jornal O Tempo, as ligações com Gustavo Petro, presidente da Colômbia, Mark Carney, primeiro-ministro do Canadá, e Claudia Sheinbaum, presidente do México, reforçam a tentativa do Brasil de se posicionar como mediador na crise e buscar soluções diplomáticas para a região.
Em sua conversa com Petro, o fundador do Partido dos Trabalhadores (PT) destacou a preocupação compartilhada com o uso da força pelos Estados Unidos contra um país sul-americano, em violação ao direito internacional e à Carta das Nações Unidas.
Ele afirmou que essas ações criam um precedente perigoso para a paz e a segurança da região.
Essa posição reforça a já apresentada pelo Brasil ao Conselho de Segurança da ONU no início desta semana. Os líderes brasileiro e colombiano concordaram que a crise deve ser resolvida pacificamente, respeitando a soberania de cada nação. A pedido do governo venezuelano, Lula informou Petro que o Brasil enviará 40 toneladas de suprimentos e medicamentos para repor os estoques destruídos pelos bombardeios dos EUA.
Os dois presidentes também destacaram os esforços para acolher os migrantes que continuam a cruzar as fronteiras de ambos os países.
Na conversa telefônica com Carney, o líder do PT condenou o uso da força sem respaldo legal, argumentando que o destino da Venezuela deve ser decidido por seu povo.
Tanto Lula quanto Carney concordaram sobre a necessidade de reformas nas instituições de governança global e discutiram a perspectiva de progresso em um acordo comercial entre o Mercado Comum do Sul (Mercosul) e o Canadá.
O governo canadense também emitiu um comunicado sobre a ligação, indicando que os chefes de Estado enfatizaram a importância de ambas as partes respeitarem o direito internacional e o princípio da soberania. Segundo o Palácio do Planalto, sede do Poder Executivo, Carney aceitou o convite para visitar o Brasil em abril, ocasião em que ambos os líderes esperam aprofundar as negociações e a cooperação econômica entre seus países.
Por fim, a conversa com Sheinbaum reforçou a defesa do multilateralismo, do direito internacional e do livre comércio.
Os dois líderes condenaram o que o Brasil considera ataques à soberania da Venezuela e criticaram a abordagem ultrapassada de dividir o continente em esferas de influência.
Por fim, o ex-líder sindical convidou Sheinbaum a visitar o Brasil, em data a ser definida pelos ministérios das Relações Exteriores de ambos os países.
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