Wu Shicun, presidente do Comitê Acadêmico do Instituto de Estudos do Mar do Sul da China, declarou em entrevista ao The Paper que, diante do novo cenário global, é essencial refletir sobre como proteger a soberania e os legítimos interesses do gigante asiático.
Durante um fórum de especialistas, acadêmicos analisaram como, em menos de uma semana, os Estados Unidos atacaram militarmente a Venezuela, emitiram ameaças contra a Colômbia, Cuba, Irã e México, e proclamaram que sua dominância no Hemisfério Ocidental não será questionada.
Em 7 de janeiro, a Casa Branca também anunciou a retirada dos Estados Unidos de 66 organizações internacionais que, segundo Washington, não se alinham mais aos seus interesses.
Wu indicou que a lógica central da atual política dos EUA se baseia em regras orientadas por interesses e alertou que, embora a atenção esteja voltada para o Hemisfério Ocidental, seu impacto em outras regiões não deve ser subestimado.
Ele lembrou que a nova Estratégia de Segurança Nacional dos EUA, publicada em dezembro passado, menciona o Mar da China Meridional em relação às rotas marítimas e o fato de que aproximadamente um terço do comércio global passa por essa área.
Wu destacou que o documento insiste que aliados (como o Japão e as Filipinas) assumam maiores custos e responsabilidades para defender a chamada liberdade e segurança de navegação sob a liderança dos EUA.
Ele também considerou que o mundo está caminhando para uma nova fase marcada pela lei do mais forte e alertou que a violação das normas internacionais por grandes potências cria precedentes negativos.
Por sua vez, o enviado especial da China para mudanças climáticas, Liu Zhenmin, enfatizou no debate que a interferência de potências externas que prejudicam a paz no Mar da China Meridional deve ser firmemente evitada.
Wu ressaltou que o documento insiste que aliados (como o Japão e as Filipinas) assumam maiores custos e responsabilidades para manter a chamada liberdade e segurança de navegação sob a liderança dos EUA.
Ele também considerou que o mundo está caminhando para uma nova fase marcada pela lei do mais forte e alertou que a violação das normas internacionais por grandes potências cria precedentes negativos.
Por sua vez, o enviado especial da China para mudanças climáticas, Liu Zhenmin, enfatizou no debate que a interferência de potências externas que prejudicam a paz no Mar da China Meridional deve ser firmemente evitada. Liu afirmou que a China e os países da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) devem insistir na resolução de disputas por meio de negociações e agir em conjunto para manter a estabilidade regional.
O representante oficial afirmou que, independentemente das mudanças na situação internacional, a China permanece comprometida com a cooperação internacional e com a defesa de sua soberania e direitos legítimos.
Diversas vozes da academia e do governo chinês alertaram e denunciaram nos últimos dias o impacto negativo do ataque militar dos EUA à Venezuela e o sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa.
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