Sábado, Janeiro 10, 2026
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Analistas apontam para o papel da China na crise internacional

Beijing, 9 jan (Prensa Latina) Acadêmicos afirmaram hoje que a China deve fortalecer a cooperação com os países vizinhos para salvaguardar a paz e a estabilidade no Mar do Sul da China, dada a atual crise internacional.

Wu Shicun, presidente do Comitê Acadêmico do Instituto de Estudos do Mar do Sul da China, declarou em entrevista ao The Paper que, diante do novo cenário global, é essencial refletir sobre como proteger a soberania e os legítimos interesses do gigante asiático.

Durante um fórum de especialistas, acadêmicos analisaram como, em menos de uma semana, os Estados Unidos atacaram militarmente a Venezuela, emitiram ameaças contra a Colômbia, Cuba, Irã e México, e proclamaram que sua dominância no Hemisfério Ocidental não será questionada.

Em 7 de janeiro, a Casa Branca também anunciou a retirada dos Estados Unidos de 66 organizações internacionais que, segundo Washington, não se alinham mais aos seus interesses.

Wu indicou que a lógica central da atual política dos EUA se baseia em regras orientadas por interesses e alertou que, embora a atenção esteja voltada para o Hemisfério Ocidental, seu impacto em outras regiões não deve ser subestimado.

Ele lembrou que a nova Estratégia de Segurança Nacional dos EUA, publicada em dezembro passado, menciona o Mar da China Meridional em relação às rotas marítimas e o fato de que aproximadamente um terço do comércio global passa por essa área.

Wu destacou que o documento insiste que aliados (como o Japão e as Filipinas) assumam maiores custos e responsabilidades para defender a chamada liberdade e segurança de navegação sob a liderança dos EUA.

Ele também considerou que o mundo está caminhando para uma nova fase marcada pela lei do mais forte e alertou que a violação das normas internacionais por grandes potências cria precedentes negativos.

Por sua vez, o enviado especial da China para mudanças climáticas, Liu Zhenmin, enfatizou no debate que a interferência de potências externas que prejudicam a paz no Mar da China Meridional deve ser firmemente evitada.

Wu ressaltou que o documento insiste que aliados (como o Japão e as Filipinas) assumam maiores custos e responsabilidades para manter a chamada liberdade e segurança de navegação sob a liderança dos EUA.

Ele também considerou que o mundo está caminhando para uma nova fase marcada pela lei do mais forte e alertou que a violação das normas internacionais por grandes potências cria precedentes negativos.

Por sua vez, o enviado especial da China para mudanças climáticas, Liu Zhenmin, enfatizou no debate que a interferência de potências externas que prejudicam a paz no Mar da China Meridional deve ser firmemente evitada. Liu afirmou que a China e os países da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) devem insistir na resolução de disputas por meio de negociações e agir em conjunto para manter a estabilidade regional.

O representante oficial afirmou que, independentemente das mudanças na situação internacional, a China permanece comprometida com a cooperação internacional e com a defesa de sua soberania e direitos legítimos.

Diversas vozes da academia e do governo chinês alertaram e denunciaram nos últimos dias o impacto negativo do ataque militar dos EUA à Venezuela e o sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa.

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