Em declarações à Prensa Latina, Arun Kumar, membro do Bureau Político do CPI(M), reiterou a condenação de seu partido à agressão dos Estados Unidos contra a Venezuela e ao sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
Ele destacou que essa ação ilegal está em consonância com a Estratégia de Segurança Nacional 2025, recentemente anunciada pelo governo dos EUA, que considera toda a América Latina como sua área de influência.
Kumar enfatizou ainda que os EUA afirmam que qualquer pessoa que tente estabelecer relações comerciais com países fora dessa periferia, sem a aprovação dos EUA, será considerada agressora.
Ele acrescentou que as nações que mantiverem tais relações serão alvo de ataques ordenados por Washington.
“E é por isso que acreditamos que a Venezuela, rica em petróleo e outros recursos naturais, é o alvo.”
Kumar descreveu o imperialismo estadunidense como descarado, ambicioso e agressivo, declarando abertamente seu desejo de ocupar a Venezuela por seu petróleo.
“Trump quer impor sua hegemonia sobre o mundo inteiro, e é por isso que devemos nos opor ao imperialismo e proteger o direito das nações à soberania, para que possam se governar de acordo com a vontade de seus próprios povos”, enfatizou.
Ele afirmou que essa é a razão que motiva o Partido Comunista da Índia (Marxista) a organizar protestos contra a agressão imperialista estadunidense contra a Venezuela.
O membro da organização política indiana também reiterou a necessidade de união entre toda a comunidade internacional e as Nações Unidas na rejeição da agressão estadunidense.
Ele ressaltou que é essencial garantir que a América Latina permaneça uma zona de paz. Por fim, exigiu uma posição mais firme do governo indiano em solidariedade à Venezuela.
Ele observou que a Índia e a Venezuela mantêm relações diplomáticas há muito tempo e são parceiras no Movimento Não Alinhado e na Aliança Solar Internacional.
Acrescentou que a Índia também colabora com a Venezuela no setor petrolífero.
mem/lrd / fav





