Na madrugada desta quinta-feira, dezenas de tratores conseguiram romper o cordão policial e se posicionar em frente a locais como a Torre Eiffel e o Arco do Triunfo, na Champs-Élysées, desafiando a proibição emitida pela Prefeitura de Paris.
Protestos também ocorreram em outras cidades, como Bordeaux, no sul do país, contra o acordo, que a Comissão Europeia espera assinar “muito em breve” com o bloco formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.
Sob pressão dos agricultores, o governo francês representa atualmente o principal, e quase único, obstáculo à implementação da iniciativa, condicionando seu apoio à inclusão de medidas recíprocas, cláusulas de salvaguarda e controles alfandegários, a fim de proteger a agricultura europeia da alegada concorrência desleal.
A Coordenadoria Rural, uma das centrais sindicais agrícolas da França, lidera a mobilização de dezenas de tratores em Paris nesta quinta-feira, onde muitos desses veículos ficaram retidos nos arredores da cidade, sem conseguir entrar.
Segundo o Ministério do Interior, a situação está sendo monitorada de perto e não foram relatados confrontos.
Por se tratar de um setor estratégico, que já desafiou o governo com seus bloqueios de rodovias, a resposta das autoridades às manifestações costuma ser muito cautelosa.
Alguns agricultores também protestam contra a política do governo para o combate à dermatose nodular contagiosa, uma doença potencialmente fatal. Em particular, eles rejeitam o abate em massa do gado assim que surtos da doença são detectados, um protocolo que leva ao abate de animais saudáveis.
As autoridades implementaram um programa de vacinação para centenas de milhares de vacas, mas sem abandonar o abate em massa.
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