Segundo o próprio presidente, que compartilhou a informação em suas redes sociais, diversos grupos apoiaram a iniciativa, cujo objetivo é exigir respeito à autodeterminação em meio às graves ameaças feitas pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
“Içem a bandeira colombiana em suas casas agora. Nos vemos em todas as praças da Colômbia na quarta-feira. Agora vamos defender a soberania nacional”, escreveu ele em sua conta nas redes sociais.
Ele indicou que falará ao povo de Bogotá às 16h (horário local) na Praça Bolívar.
O presidente da Central Sindical dos Trabalhadores (CUT), Fabio Arias, anunciou que sua organização participará das manifestações.
“Façamos sentir a nossa presença para defender a soberania e a democracia na Colômbia contra os anúncios de uma invasão militar e contra os ataques dirigidos ao Presidente Gustavo Petro”, exortou a ministra à população.
Também em conferência de imprensa realizada no dia anterior, a Ministra dos Negócios Estrangeiros, Rosa Yolanda Villavicencio, sublinhou a importância do apelo à ação face às ameaças feitas pelos Estados Unidos.
“Acredito que isto é muito importante porque somos todos um só país que deve estar unido para defender esta soberania e esta dignidade, que talvez não tenhamos visto ameaçadas antes, mas que hoje se encontram em grande risco, e é altura de agir”, afirmou.
No dia anterior, a Colômbia entregou uma nota de protesto ao governo dos EUA devido às repetidas ofensas e declarações depreciativas contra a nação e o seu líder.
O Vice-Ministro dos Negócios Estrangeiros, Mauricio Jaramillo, também denunciou estes atos numa reunião extraordinária da Organização dos Estados Americanos.
“A Colômbia rejeita categoricamente, firmemente e inequivocamente as ameaças de uso da força ou qualquer ato de agressão contra o nosso território, bem como as declarações difamatórias e infundadas contra o nosso Chefe de Estado, Gustavo Petro”, declarou ela.
Mais tarde, a Diretora do Departamento Administrativo da Presidência da República, Angie Rodríguez, divulgou uma declaração de apoio ao presidente, acompanhada por um grande grupo de funcionários do governo.
Ela afirmou que a perseguição ao líder colombiano decorre de sua liderança global na defesa da soberania das nações, do multilateralismo, do apoio à causa palestina, da luta contra a crise climática e da busca incansável pela paz.
As manifestações ocorrem após as declarações do presidente Donald Trump, nas quais ele afirmou que “a Colômbia também está muito doente e é governada por um homem doente que gosta de produzir cocaína e enviá-la para os Estados Unidos, e ele não fará isso por muito mais tempo”, insinuando, em seguida, a possibilidade de agressão armada.
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