O maestro e pianista Frank Fernández, ganhador do Prêmio Nacional de Música de 2005, leu a Declaração de músicos e artistas cubanos sobre o ataque militar e o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa Cilia Flores, perpetrados por forças do governo dos Estados Unidos.
Fernández enfatizou que “a arte não tem pátria, mas os artistas sim”, convocando intelectuais e criadores do mundo todo a denunciarem a barbárie e defenderem uma cultura de paz, segundo publicação do ICM nas redes sociais.
O encontro aconteceu na Sala de Concertos Gisela Hernández, no Museu Nacional da Música, onde a presidente do Instituto, Indira Fajardo, destacou que 2025 foi um ano de resiliência criativa, aprendizado e desafios, marcado por grande complexidade e transformações.
Também foram reconhecidos os desafios enfrentados pelo setor cultural em meio à crise energética e à intensificação do bloqueio, fatores que impactaram a música e as apresentações.
Os participantes lamentaram o falecimento de figuras proeminentes da área, incluindo os maestros Enrique Bonne e Edesio Alejandro, entre outros artistas de prestígio.
Ao mesmo tempo, o relatório ressaltou a força do diálogo interdisciplinar com músicos e criadores, que permitiu à comunidade artística manter sua vitalidade em um contexto adverso.
O ICM reafirmou seu compromisso com a defesa da soberania cultural e a promoção da música como espaço de união e resistência.
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