Intitulada “Em Defesa da Soberania da República Bolivariana da Venezuela, do Direito Internacional e da Paz Regional”, a declaração dos parlamentares convocou todos os parlamentares da região e do mundo a assiná-la.
Eles enfatizaram: “Parlamentares da América Latina, do Caribe e do mundo condenam veementemente os bombardeios perpetrados contra a Venezuela, com suas consequências devastadoras para a população civil; e o sequestro do Chefe de Estado Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
O ataque constitui uma violação dos mecanismos internacionais, que devem ser vinculativos para todos os Estados, sem exceção.” Portanto, exigimos que o governo dos Estados Unidos cesse imediatamente todas as ações armadas contra a Venezuela, respeite a soberania de seu território e liberte o presidente Maduro e sua esposa.
Ao mesmo tempo, a declaração faz um apelo urgente aos governos de todo o mundo, às organizações multilaterais e aos povos da América Latina e do Caribe para que “se manifestem firmemente a fim de ativar os mecanismos diplomáticos e jurídicos internacionais e defender o Direito Internacional como a única forma de preservar a paz”.
A deputada nacional Adriana Serquis, da aliança peronista Fuerza Patria no Congresso argentino, confirmou que já aderiu à iniciativa lançada por legisladores colombianos.
Ela explicou que a iniciativa exige respeito aos direitos soberanos da Venezuela e denuncia “o ultraje de manter seu presidente e sua esposa detidos”.
Serquis, que se juntou ao bloco Fuerza Patria como membro do movimento Patria Grande, do Rio Negro, explicou que “os legisladores latino-americanos estão se unindo em apoio à posição do México, Brasil e Colômbia, para pedir às Nações Unidas que tomem providências”.
Hugo Yaski, deputado nacional da Fuerza Patria e secretário-geral da Central Sindical dos Trabalhadores da Argentina (CTA-T), também assinou a declaração, que, segundo ele, pede à ONU que implemente mecanismos para impedir o sucesso deste ataque contra a Venezuela, em consonância com as ameaças de Donald Trump contra outros países.
“Cuba, México, Colômbia e Nicarágua fazem parte de uma lista ainda maior de países que foram mencionados como possíveis alvos de novos ataques”, alertou Yaski. Portanto, “conclamamos os parlamentos de toda a América Latina a emitirem declarações rejeitando de forma inequívoca e clara esta intervenção”, enfatizou o líder sindical.
A declaração parlamentar adverte que este ataque “não apenas coloca a Venezuela em risco, mas também ameaça diretamente a paz e a estabilidade de toda a América Latina e Caribe, região declarada Zona de Paz em 2014, que rejeita o uso da força como mecanismo de imposição política”.
Na segunda-feira, uma centena de organizações políticas, trabalhistas, sociais, estudantis e de direitos humanos uniram-se para denunciar a agressão de Washington contra a Venezuela, e milhares de seus membros realizaram um poderoso protesto em frente à Embaixada dos EUA.
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