Após sessão da Comissão de Relações Exteriores do Senado, o Ministro das Relações Exteriores, Alberto van Klaveren, afirmou que a diplomata deve retornar ao país em 31 de janeiro.
Pakarati, descendente da comunidade Rapa Nui, tornou-se a primeira mulher indígena a ocupar o cargo de embaixadora na história do Chile em março de 2024.
Recentemente, ela compartilhou uma mensagem em favor da autodeterminação desse povo, o que levou diversos setores, principalmente da direita, a pedirem sua demissão.
Segundo o ministro das Relações Exteriores, ela cometeu um erro grave, mas esclareceu que em nenhum momento fez declarações separatistas. Van Klaveren explicou que a diplomata se referia a uma consulta pública em curso na Ilha de Páscoa (Rapa Nui) sobre formas de autogoverno, mas que, como diplomata, deveria ter se abstido de emitir uma opinião pessoal sobre o assunto.
A Ilha de Páscoa, também conhecida como Rapa Nui, pertence à Região de Valparaíso e está localizada a aproximadamente 3.700 quilômetros do continente, no coração da Polinésia, Oceania.
Em um artigo publicado no El Mostrador, Domingo Namuncura, de origem mapuche e ex-embaixador na Guatemala, alertou que o caso de Pakarati evidencia a complexa relação entre o Estado e seus povos indígenas, bem como a limitada representação indígena e feminina na diplomacia nacional.
Namuncura lembra que o princípio da autodeterminação está consagrado na Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas, assinada oficialmente pelo Estado do Chile.
Este princípio estrutura-se em torno de quatro pilares fundamentais: autogoverno, autodesenvolvimento, integridade territorial e cultural e não interferência, observou o antigo embaixador.
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