Cosse disse à imprensa que defende o respeito ao direito internacional.
Ela enfatizou que, dentro dessa estrutura, “os países não resolvem seus problemas por meio de gritos ou violência”.
“Existe o direito internacional com princípios básicos, como a não intervenção, por exemplo, e a soberania das nações; portanto, considero grave que um país invada outro”, ressaltou.
“Ao defender o direito internacional, estamos defendendo o Uruguai”, destacou.
No sábado, Flores reagiu ao ataque dos EUA que resultou em dezenas de mortos e no sequestro do presidente Nicolás Maduro e da deputada Cilia Flores.
“Atacar um Estado soberano fora dos limites do direito internacional é inaceitável”, disse ela na ocasião. Questionada sobre a declaração conjunta que o Parlamento uruguaio tentará aprovar nesta quarta-feira, apesar das divergências entre o partido governista e a oposição, Cosse expressou sua esperança de que a Comissão Permanente emita um pronunciamento. “Assim como defendemos a democracia no Uruguai, devemos defender a ordem democrática no mundo. Isso é direito internacional”, insistiu a vice-presidente.
O Uruguai endossou uma declaração conjunta com Brasil, Colômbia, Chile, México e Espanha, rejeitando a agressão dos EUA contra a Venezuela e defendendo os princípios da Carta das Nações Unidas.
“Manifestamos nossa preocupação com qualquer tentativa de controle governamental, administração ou apropriação externa de recursos naturais ou estratégicos, o que é incompatível com o direito internacional e ameaça a estabilidade política, econômica e social da região”, diz a declaração, uma posição conjunta que os governos desses cinco países se comprometeram a defender em fóruns internacionais.
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