Quarta-feira, Janeiro 07, 2026
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Presidente Nicolás Maduro comparece hoje a tribunal de Nova Iorque

Washington, 5 jan (Prensa Latina) O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, comparecerá hoje a um tribunal de Nova Iorque, após seu sequestro em 3 de janeiro durante um ataque aéreo ordenado por Donald Trump e realizado por forças especiais dos EUA.

De acordo com um porta-voz do Tribunal Distrital do Sul de Nova Iorque, Maduro e sua esposa, a congressista Cilia Flores, serão levados perante o juiz federal Alvin K. Hellerstein em Manhattan, às 12h, horário local.

Desde a noite de sábado, ambos estão detidos no Centro de Detenção Metropolitano (MDC) do Brooklyn, uma prisão federal de alta segurança. Esta será a primeira audiência deles perante um tribunal dos EUA após a fabricação de um caso que, segundo observadores, visa unicamente à mudança de regime na Venezuela e ao controle anunciado por Trump sobre as reservas de petróleo do país sul-americano.

A audiência ocorrerá apenas 48 horas após o governo dos EUA anunciar o sequestro do líder venezuelano e de sua companheira, em uma operação que incluiu bombardeios a alvos em diversas partes da Venezuela.

A Procuradora-Geral dos EUA, Pam Bondi, divulgou uma declaração conjunta com o Departamento de Justiça, o FBI e a DEA (Administração de Repressão às Drogas) sobre a operação que resultou no sequestro de Maduro.

Ela afirmou que a operação exigiu meses de planejamento e teve como objetivo “garantir a transferência segura dos réus para os Estados Unidos para que respondam às acusações federais contra eles”.

“Todas as opções legais foram exploradas para resolver a situação pacificamente”, mas a responsabilidade pelo resultado recai sobre “a persistência da conduta criminosa” dos réus, afirmou Bondi.

A coalizão ANSWER alertou que, após semanas de ameaças de Trump de que uma invasão terrestre da Venezuela começaria em breve, a agressão finalmente ocorreu e que este pode ser o início de outra guerra, baseada inteiramente em mentiras.

Para a organização pacifista, a questão não é o governo Trump combater o narcotráfico ou defender a democracia, mas sim roubar o petróleo da Venezuela e dominar a América Latina.

Pouco antes das 17h, horário local, no sábado, o avião que transportava Maduro pousou em uma base militar em Nova York. Ele desembarcou algum tempo depois sob forte esquema de segurança, encapuzado, caminhando com dificuldade e aparentemente algemado. A visibilidade era muito ruim, de acordo com imagens transmitidas pela televisão local.

Neste fim de semana, houve protestos contra a guerra e em apoio à Venezuela em diversas cidades dos EUA, incluindo a capital do país. Ontem, uma grande manifestação também ocorreu em frente ao Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, onde Maduro e sua esposa estão detidos.

A manifestação exigiu que Trump pusesse fim aos golpes de Estado, ao intervencionismo dos EUA e ao sequestro do presidente de uma nação soberana.

Setenta por cento dos cidadãos do país se opõem à ação militar na Venezuela, segundo pesquisas.

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