Em suas palavras após a oração do Angelus, proferida ao meio-dia deste domingo da janela de seu gabinete no Palácio Apostólico do Vaticano, o Santo Padre expressou às milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro: “Continuo acompanhando com profunda preocupação a evolução da situação na Venezuela”.
“O bem do amado povo venezuelano deve prevalecer sobre qualquer outra consideração e nos inspirar a superar a violência e trilhar caminhos de justiça e paz, garantindo a soberania do país”, disse Leão XIV, após a covarde agressão perpetrada na madrugada do último sábado, por ordem do presidente estadunidense, Donald Trump.
O pontífice expressou, após o brutal atentado e o sequestro de Maduro e sua esposa, Cilia Flores, que naquela nação latino-americana o Estado de Direito consagrado na Constituição deve ser assegurado, assim como as liberdades civis de seus cidadãos, a fim de “construir um futuro sereno de colaboração, estabilidade e harmonia”.
O portal oficial de informações da Santa Sé, Vatican News, alertou em 3 de janeiro sobre a gravidade desses acontecimentos, observando que “a capital do país latino-americano foi atingida por uma série de ataques que o presidente venezuelano descreveu como agressão dos EUA”.
O comunicado especificou que o bombardeio afetou instalações militares e infraestruturas estratégicas, como a Base Aérea Generalíssimo Francisco de Miranda em La Carlota, o complexo militar de Fuerte Tiuna, a Academia Militar Naval em La Guaira, a Base Aérea e o Aeroporto de Higuerote, e também zonas como a de Catia e o bairro 23 de Enero.
O presidente Nicolás Maduro “acusou Washington de tentar se apoderar dos recursos estratégicos do país, especialmente petróleo e minerais, e de tentar uma mudança de regime por meio do que ele chamou de guerra colonial travada com o apoio de oligarquias fascistas locais”, acrescentou a publicação.
Na análise feita por esse veículo de comunicação, um serviço do Dicastério para a Comunicação da Santa Sé, é mencionada a convocação lançada pelo governo da Venezuela e outras nações latino-americanas às Nações Unidas e à comunidade internacional para condenar esse ataque imperialista.
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