A principal emissora de televisão divulgou a declaração do Governo Revolucionário, com sua forte condenação à violação criminosa do direito internacional e da Carta das Nações Unidas.
A ZBC destacou o apoio de Havana à vice-presidente executiva da Venezuela, Delcy Rodríguez, e a enfática exigência das autoridades americanas pela libertação imediata do presidente e de sua esposa, Cilia Flores.
A declaração descreve a escalada na campanha de guerra contínua que os Estados Unidos vêm travando há anos contra aquela nação, intensificada desde setembro com o agressivo destacamento naval no Mar do Caribe sob falsos pretextos e acusações infundadas.
O Governo Revolucionário – indicava – acusou Washington de buscar o controle dos recursos naturais da Venezuela, em “uma flagrante agressão imperialista e fascista com o propósito de dominação, visando reavivar as ambições hegemônicas dos EUA sobre a Nossa América, enraizadas na Doutrina Monroe”.
Cuba também considerou que os objetivos incluíam o acesso irrestrito aos recursos naturais da Venezuela e a intimidação de governos na América Latina e no Caribe.
A ZBC transmitiu a declaração de que o presidente Donald Trump e seu secretário de Estado são absolutamente responsáveis pelas mortes, bem como pelos danos humanos e materiais causados e pelos que possam resultar deste ataque.
Essas ações minam os compromissos regionais de paz, lembrando que, em janeiro de 2014, os governos da América Latina e do Caribe assinaram por unanimidade a Proclamação da América Latina e do Caribe como Zona de Paz.
Segundo Cuba, a comunidade internacional não pode permitir que uma agressão dessa natureza e gravidade contra um Estado-membro da ONU fique impune, nem pode permitir o sequestro do presidente legítimo de um país soberano sem consequências.
Ao mesmo tempo, a ZBC destacou o apelo da nação caribenha aos governos, parlamentos, movimentos sociais e povos do mundo para que condenem o que chamou de “este ato de terrorismo de Estado que ameaça a paz e a segurança internacionais”.
Cuba, concluiu a publicação, afirmou que sua determinação permanece firme e inabalável: é uma só: Pátria ou Morte.
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