De acordo com um comunicado oficial, a reunião será realizada no resort de Sharm El-Sheikh, localizado na península nordeste do Sinai, e será co-presidida pelos líderes egípcio, Abdel Fattah El-Sisi, e americano, Donald Trump.
Cerca de vinte líderes mundiais participarão do encontro, incluindo o presidente da França, Emmanuel Macron; o chefe do governo da Espanha, Pedro Sánchez, e a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni.
Na sexta-feira, o chanceler egípcio, Badr Abdelatty, e o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, discutiram os preparativos para a cúpula, incluindo a implementação da primeira fase de um acordo para encerrar o conflito.
Na semana passada, em conversas indiretas na mesma cidade, Israel e o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) concordaram em iniciar uma troca de prisioneiros como parte de uma primeira etapa do cessar-fogo, que culminará no fim da guerra.
Como parte dos compromissos, o Exército israelense iniciou uma retirada parcial de Gaza, enquanto agências da ONU e organizações não governamentais internacionais se preparam para a entrada maciça de ajuda nesse enclave costeiro, onde são relatadas mais de 67 mil mortes em dois anos.
Em uma segunda etapa das conversas, serão abordados temas complexos como a governança do território e o armamento do Hamas, cujos líderes se recusaram a entregar.
Os grupos palestinos presentes na Faixa reclamam um governo tecnocrata nacional sem tutela estrangeira, mas o plano de Trump prevê que a equipe seja supervisionada por uma “Junta de Paz” liderada pelo presidente e da qual participaria o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair.
O órgão administraria a Faixa até que “a Autoridade Nacional Palestina tenha concluído seu programa de reformas”, de acordo com o projeto.
A iniciativa foi duramente criticada pelos palestinos, especialmente a nomeação de Blair, considerado um defensor de Israel.
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