Estamos em turnê pelo 17º Festival Internacional de Rumba Timbalaye 2025, que passará pelas províncias do país para definir a metodologia de trabalho que empregaremos, disse o artesão da província panamenha de Colón à Rádio Prensa Latina.
De acordo com Montenegro, podemos ajudar a ilha com suprimentos porque a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (ONU) inscreveu as expressões rituais e festivas da cultura congo do Panamá como Patrimônio Imaterial da Humanidade em 2018, e Cuba também pode alcançar esse status.
Após a realização de um inventário que inclua todos os dados sobre a cultura congolesa, prosseguiremos — devido à sua importância — com o desenvolvimento de planos de salvaguarda, explicou.
O primeiro plano piloto de Cuba se concentraria nos artesãos, aqueles que fabricam o tambor, já que este instrumento musical é o elemento central da comunicação dos congoleses, sobre o qual muito pouco se fala, acrescentou.
A cultura congolesa é mantida em casa porque há resistência ao seu reconhecimento, e o mesmo acontece no meu país, refletiu.
Quando perguntado sobre como se sente em relação à sua visita à ilha, respondeu: “Cuba é aquela pequena África que ainda mantém viva a sua riqueza ancestral, e estar aqui é como estar na Terra Santa. É um prazer e me sinto em casa”, enfatizou.
Montenegro lidera a delegação panamenha presente no Festival Internacional de Rumba Timbalaye 2025, que encerra amanhã, domingo, em Sagua la Grande, cidade da província central de Villa Clara.
O projeto Timbalaye, liderado por Ulises Mora (presidente) e Irma Castillo (vice-presidente), visa reconhecer o legado histórico e cultural da presença africana em Cuba, América Latina e Caribe, a partir de sua herança viva.
Casillo disse à Rádio Prensa Latina que este 17º festival visa reconhecer e valorizar a presença do Congo em nossa identidade cultural, porque em Cuba, como diz o lema do evento: “Existe um Congo, cara!”
jha/rml/glmv