Sexta-feira, Agosto 29, 2025
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Reforçam segurança em Brasília devido a julgamento de Bolsonaro

Brasília, 29 ago (Prensa Latina) A Secretaria de Segurança do Distrito Federal (DF) prepara para o julgamento contra o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, acusado hoje de golpista, um plano que visa prevenir a ação dos chamados lobos solitários.

Certa literatura policial afirma que esse tipo de indivíduo age ou vive de forma independente e ataca sem vínculo com organizações conhecidas.

O termo vem do comportamento desses animais selvagens que abandonam a matilha para viver por conta própria, o que pode torná-los mais fortes e perigosos.

Esses lobos solitários podem ser radicalizados pela internet e são considerados uma ameaça significativa à segurança.

O alarme foi disparado no DF especialmente após o incidente de 13 de novembro, quando Francisco Wanderley Luiz tentou entrar no Supremo Tribunal Federal (STF) com explosivos e, após ser impedido, detonou os artefatos do lado de fora, suicidando-se.

Suas contas nas redes sociais indicavam uma preferência política por Bolsonaro.

Em 2 de setembro, começa o histórico julgamento contra o ex-presidente de extrema direita e sete aliados, que responderão por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Formulada pelo juiz Cristiano Zanin, presidente da primeira turma do STF, a decisão definiu o calendário de um dos processos mais esperados no gigante sul-americano.

Também abriu uma etapa fundamental para as investigações que buscam apurar responsabilidades em torno dos ataques antidemocráticos ocorridos durante e após o mandato de Bolsonaro (2019-2022).

Segundo informou o tribunal superior, o julgamento terá duração de cinco dias, com sessões marcadas para os dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro, das 9h às 12h, horário local.

O caso será julgado pelos cinco ministros que compõem a Primeira Turma do STF, entre eles o ministro Alexandre de Moraes, que atua como relator do processo e solicitou a inclusão do julgamento no calendário oficial.

De Moraes é uma figura essencial nas investigações judiciais sobre os episódios golpistas perpetrados em 8 de janeiro de 2023, sete dias após a posse do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Naquela data, marcada de negro na história nacional, adeptos radicais de Bolsonaro invadiram e saquearam as sedes do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal e do Palácio Presidencial, em Brasília.

Junto com o ex-presidente, entre os acusados estão militares, ex-funcionários e aliados políticos próximos, todos apontados pela Procuradoria Geral como parte do chamado núcleo um ou crucial da trama golpista.

Os oito acusados responderão pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, organização criminosa, danos qualificados a bens federais e deterioração de patrimônios protegidos.

rc/ocs/bm

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