Barboza, que se despediu deste mundo na quarta-feira, dividiu o palco com figuras como Atahualpa Yupanqui, Astor Piazzolla, Mercedes Sosa e Peter Gabriel, destacou em nota de tributo o canal Crónica.
Dono de um estilo único, tornou-se referência indiscutível da música do Litoral argentino e levou seu som aos palcos da Europa, Ásia e América, deixando uma marca indelével na cultura popular.
O acordeonista de luxo, que residia em Paris há 10 anos, nasceu em Buenos Aires em 1938. Cresceu em um ambiente musical: seu pai, Adolfo Barboza, pioneiro do chamamé, lhe deu seu primeiro acordeão aos seis anos de idade. Desde muito pequeno, ele era considerado um “menino prodígio” e, aos 12 anos, já gravava com o conjunto correntino Irupé, ganhando o apelido de “Raulito El Mago”.
Durante a década de 1950, ele se juntou ao trio de Julio Luján e, pouco depois, formou seu próprio conjunto. Em 1964, gravou seu primeiro disco e foi convidado por Ariel Ramírez para participar de “Esto es Folklore” e da emblemática “Misa Criolla”.
A partir dessas apresentações, sua carreira experimentou um crescimento imparável, levando-o a se apresentar em palcos da Argentina, Brasil e Paraguai, até se tornar o primeiro artista do gênero a fazer uma turnê pelo Japão, lembrou o jornal Crónica.
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