A ação policial está sendo realizada em cumprimento a uma ordem do Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após pedido do Diretor-Geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, do Deputado Lindbergh Farias e parecer favorável da Procuradoria-Geral da República.
De acordo com a decisão de Moraes, a ordem deve ser cumprida em tempo real, evitando qualquer indiscrição, incluindo exposição na mídia, sem tomar medidas que invadam a casa do acusado ou perturbem a vizinhança.
Em ofício enviado ao STF, a PF exige um “reforço urgente e imediato” da vigilância policial na casa de Bolsonaro, bem como a manutenção e o monitoramento constante de sua tornozeleira eletrônica.
Esse pedido indica que as autoridades detectam um “risco concreto” de fuga de Bolsonaro.
O documento menciona que o ex-presidente poderia tentar entrar na Embaixada dos Estados Unidos e, em seguida, solicitar asilo político.
Em sua decisão, Moraes também citou a proximidade do julgamento (2 de setembro) do processo criminal que investiga um plano de golpe, no qual Bolsonaro é acusado e identificado como líder da organização criminosa.
Além disso, o juiz destacou uma minuta de pedido de asilo político na Argentina, prova obtida pela Polícia Federal.
No documento, Bolsonaro solicita asilo com urgência ao presidente Javier Milei.
A edição desta quarta-feira do jornal O Globo noticia que o ex-capitão do Exército mapeou pelo menos três países como opções de fuga caso sua situação judicial se agrave.
A coluna do jornalista Bernardo Mello Franco detalha como os investigadores encontraram rascunhos e anotações no celular de Bolsonaro. Entre os documentos está uma carta endereçada a Milei.
Datada de fevereiro de 2024, Bolsonaro solicitou asilo político na carta, citando sua afinidade ideológica com a Argentina e a proximidade geográfica para garantir uma possível fuga do Brasil. O plano previa uma viagem por terra ou ar até Buenos Aires.
Bolsonaro posteriormente considerou se mudar para os Estados Unidos, onde mora seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro.
Segundo O Globo, um terceiro país não identificado também foi mencionado como refúgio alternativo.
ro/ocs / fav