As organizações atribuíram a situação à disputa pelo controle territorial entre grupos criminosos e à crise prisional, afirmando que as taxas de pagamento dobraram durante esse período, informou o jornal Prensa Libre.
Elas mencionaram certos setores da área metropolitana e estimaram a incidência do flagelo entre 40% e 50%, especialmente em áreas classificadas como vermelhas (maior risco).
Elas se referiram ao assédio a empresas de “roteirização” — distribuição de armazéns ou centros de produção para lojas de bairro, armazéns, supermercados e mercados.
Isso, observou, coincide com outros crimes, como tráfico de drogas, deslocamento forçado e operação de estruturas a partir de prisões.
As Câmaras previram um número para o final do ano superior ao de 2024 e o descreveram como dramático a partir de junho, julho e agosto.
Um relatório divulgado no dia anterior pelo Centro Nacional de Pesquisas Econômicas alertou que 2.396 denúncias de extorsão foram registradas em julho passado, em comparação com 2.216 no mês anterior e 2.712 em maio.
O Ministro do Interior, Francisco Jiménez, indicou, segundo a mídia, que desconhecia a cobrança de taxas por estruturas criminosas.
O chefe do Ministério do Interior pediu às câmaras empresariais e aos empregadores que apresentassem denúncias e contatassem a instituição para abordar o problema e encontrar uma solução.
Ele reconheceu que existem 17 grupos de trabalho com diferentes setores para tratar de questões de segurança.
No final de maio, o presidente guatemalteco, Bernardo Arévalo, reconheceu a questão da extorsão como um dos principais problemas enfrentados por seu governo, impactando empresas, comércios e a população em geral. “O que estamos fazendo é justamente realinhar as forças e os comandos, neste caso dentro do Ministério do Interior, para dar uma resposta adequada ao problema”, explicou o presidente na ocasião.
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