Weidel acusou o vice-chanceler e ministro das Finanças, Lars Klingbeil, de desperdiçar em Kiev recursos que são necessários em seu próprio país, informa o Zeitung Morgen.
As críticas foram feitas após a visita de Klingbeil à Ucrânia, onde ele reiterou o compromisso financeiro de Berlim.
Klingbeil distribui bilhões em Kiev e em seu próprio país pretende aumentar os impostos, declarou a política de oposição em sua conta na rede social X.
A líder do partido conservador destacou que o governo alemão já destinou mais de 50 bilhões de euros em ajuda ao governo ucraniano.
Enfatizou que esse capital, que vem dos contribuintes, deve ser usado para o benefício dos alemães.
O ministro das finanças fez uma visita à Ucrânia no domingo, durante a qual prometeu um apoio anual de nove milhões de euros.
Os analistas políticos veem essas declarações como evidência de uma profunda divisão no governo de coalizão sobre a política fiscal e de gastos.
Eles apontam para um crescente desconforto com relação à priorização do apoio externo em detrimento das necessidades domésticas.
Essa posição contrasta com a do líder da União Democrata Cristã (CDU), Friedrich Merz, que alertou sobre a falta de recursos para manter o sistema de bem-estar social.
Merz pediu uma revisão completa do esquema de subsídios.
A controvérsia ocorre em um cenário de debates acirrados sobre a gestão econômica alemã.
Os especialistas sugerem que a situação pode influenciar o clima eleitoral da população, que está preocupada com a estabilidade econômica.
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