24 de May de 2022
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Cuba em busca de recuperar o turismo

Cuba em busca de recuperar o turismo

Havana, 03 mai (Prensa Latina) As autoridades cubanas estão fazendo grandes esforços para recuperar o turismo, apesar da pandemia de Covid-19 e sob rígidos protocolos de proteção à saúde.
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Por Roberto F. Campos

Jornalista em Economia Editora da Prensa Latina

Essas ideias se aplicam a todos os principais hotéis reabertos, como o Jardines del Rey, um conjunto de cayos que formam a parte oriental do arquipélago de Sabana-Camagüey, o maior e mais numeroso dos quatro que circundam a ilha de Cuba.

E mais reaberturas no famoso balneário Varadero, sede da 40ª Feira Internacional de Turismo de Cuba, FITCuba 2022, no espaço Plaza América de 3 a 7 de maio.

O Ministério do Turismo da ilha (Mintur) ambicionava receber cerca de 4,5 milhões de visitantes internacionais em 2020 e reverter a queda de 9,3% de 2019, quando 4,2 milhões viajaram para o país, 436.352 menos comparado a 2018, segundo dados oficiais.

Um sistema de saúde de reconhecido prestígio internacional, com coleta de vacinas adequadas contra a pandemia, consolidou desde o último dia 15 de novembro a possibilidade de reabertura do setor de viagens.

O Mintur oportunamente argumentou que a nação antilhana é um dos poucos destinos que tem médico, enfermeiro e epidemiologista em cada estabelecimento e estabeleceu uma certificação chamada Turismo, mais higiene e muito segura, essencial para que um estabelecimento volte a funcionar no país.

É um certificado concedido por uma comissão composta pelos Ministérios da Saúde e do Turismo, e é uma garantia para o futuro deste setor na ilha.

TURISMO CONTRA A PRESSÕES

Em 3 de fevereiro, completaram-se 60 anos da oficialização do bloqueio econômico, financeiro e comercial dos Estados Unidos contra Cuba, e o turismo foi um dos principais setores afetados.

Naquela época, o presidente John F. Kennedy, assinou um documento que tinha antecedentes desde o triunfo da Revolução Cubana em 1959 e abriu um precedente, reforçado no presente.

O bloqueio afeta todas as esferas da sociedade da ilha, como ressaltam as autoridades cubanas, e a indústria do turismo tem sobre si uma Espada de Dâmocles por tal motivo.

O documento de atualização dos efeitos do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba, que abarcou de abril a dezembro de 2020, indicava que o setor de viagens era um encobrimento de ataques recorrentes.

Soma-se às medidas adotadas nos últimos anos a suspensão de voos privados ou fretados dos Estados Unidos para toda Cuba, exceto Havana, cujas frequências também foram limitadas.

Também foi eliminada a autorização para que pessoas sujeitas à jurisdição dos Estados Unidos participem ou organizem reuniões ou conferências profissionais em Cuba. Outra limitação foi a suspensão da execução de operações relacionadas a atuações públicas, clínicas, oficinas, exposições, competições esportivas ou de outros tipos.

Além disso, os impactos da proibição da chegada de navios de cruzeiro dos EUA a Cuba desde 2019, as restrições de voos, a eliminação de canais expeditos para envio de remessas e a suspensão do programa de reagrupamento familiar aparecem nos impactos.

ESPERANÇAS DEPOSITADAS EM FITCUBA 2022

A 40ª Feira Internacional de Turismo é projetada como a melhor do setor que acontece nesta nação caribenha, segundo o Mintur.

Os dirigentes do setor manifestam a sua confiança de que a Ilha irá recuperar os níveis operacionais alcançados antes da Covid-19, e a entrega de médicos, cientistas e pessoal de saúde antes da pandemia.

Em 2021, Cuba recebeu a visita de 573.944 viajantes internacionais, segundo o Escritório Nacional de Estatística e Informação (ONEI). O número representa 39,8% dos que chegaram ao país em 2020 e equivale a 869.181 turistas a menos, enquanto a nação caribenha mostra uma ligeira recuperação no setor desde meados de novembro.

A Federação Russa foi a principal fonte, com 146.151 visitantes, e o único mercado que igualou os números do ano anterior e também cresceu, antes da guerra na Ucrânia e das sanções ocidentais contra Moscou desde o ano passado.

O Canadá, país de onde veio o maior número de turistas para a Ilha das Antilhas, ficou em segundo lugar, seguido pela comunidade cubana no exterior e pela Espanha.

Projetou Cuba receber cerca de 2,2 milhões de viajantes em 2021, mas o surto de Covid-19 que afetou a nação caribenha desde o início do ano e cresceu exponencialmente até setembro afetou a recuperação então esperada.

Para este ano, o setor do turismo espera 2,5 milhões de visitantes, que contribuirão com cerca de 1,159 bilhões de dólares para a economia nacional, segundo afirmou o ministro da Economia e Planeamento, Alejandro Gil, perante o Parlamento cubano.

Agora Varadero reafirma-se como o principal pólo do país, com uma visita média diária de 13.000 turistas, 77 estrangeiros e o resto nacionais, segundo o representante do Mintur neste território, Ivis Fernández.

Apesar da situação epidemiológica mundial, durante as festas de fim de ano chegaram a Varadero 24.000 veranistas, quando a previsão era de 21.000.

O FITCuba 2022, evento profissional mais importante da indústria do turismo do país, prevê que os propósitos sejam cumpridos com a atenção demonstrada por agentes de viagens e operadores turísticos de todo o mundo no panorama recreativo da ilha.

arb/rfc/hb

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