24 de May de 2022
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Cuba rejeita suspensão da Rússia do Conselho de Direitos Humanos (+ Foto)

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Cuba rejeita suspensão da Rússia do Conselho de Direitos Humanos (+ Foto)

Nações Unidas, 7 de abr (Prensa Latina) Cuba rejeitou hoje a suspensão da Rússia do Conselho de Direitos Humanos da ONU e denunciou a politização, a duplicidade de critérios e a seletividade aplicada ao abordar esses temas na organização multilateral.
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O representante permanente do país caribenho nas Nações Unidas, Pedro Luis Pedroso, explicou à Assembleia Geral as razões pelas quais votou contra a resolução aprovada nesta quinta-feira que suspende os direitos de Moscou no Conselho de Direitos Humanos.

Nesse sentido, questionou o mecanismo de suspensão daquele Conselho, que não tem paralelo em nenhum outro órgão da ONU.

Como salientou o embaixador, tal mecanismo é facilmente utilizado de forma seletiva: hoje é a Rússia, amanhã pode ser qualquer um, principalmente as nações do Sul que não se curvam aos interesses de dominação e defendem sua independência.

“Não foi por acaso que os promotores mais entusiásticos da cláusula de suspensão de filiação, quando se negociava a construção do novo Conselho de Direitos Humanos, eram nações desenvolvidas com uma tendência demonstrada de acusar os países do Sul que não se conformam com seus supostos modelos da democracia”.

Essas mesmas nações desenvolvidas permaneceram cúmplices em silêncio diante das violações de direitos humanos nos países ocidentais, acrescentou Pedroso.

Washington causou a morte de centenas de milhares de civis, o que chama de “danos colaterais”, também o deslocamento de milhões de pessoas e uma vasta destruição em toda a geografia do planeta, mas esta Assembleia nunca suspendeu nenhum dos seus direitos, sublinhou .

A Assembléia Geral poderá um dia aprovar uma resolução para suspender a participação dos Estados Unidos no Conselho de Direitos Humanos?, questionou o embaixador cubano.

Isso não aconteceu e parece que não vai acontecer apesar de suas flagrantes e massivas violações dos direitos humanos como resultado de invasões e guerras predatórias contra países soberanos, com base em seus interesses geopolíticos, lamentou.

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Tampouco será aplicada a cláusula suspensiva contra o Estado que mantém contra Cuba, há mais de 60 anos, um bloqueio criminoso que é a violação mais prolongada, flagrante, massiva e sistemática dos direitos humanos de um povo e um verdadeiro ato de genocídio contra uma nação inteira, salientou Pedroso.

O país que se opôs à criação do Conselho de Direitos Humanos e solicitou o voto contra a resolução que o criou, acionou agora por conveniência, como fez em 2011 contra a Líbia, uma das cláusulas mais polêmicas daquele fórum, disse em referência para os Estados Unidos.

Cuba se opôs a esta cláusula de suspensão de filiação porque poderia ser usada por aqueles que priorizam a seletividade em suas abordagens e politizam tais questões, insistiu o embaixador.

Nesse sentido, criticou que um número muito menor do que o número de nações que votaram pela inclusão de um Estado nesse Conselho, podem então decidir expulsá-lo.

A Rússia foi eleita para o Conselho de Direitos Humanos em 2020 com 158 votos, e agora a resolução que suspendeu seus direitos recebeu o apoio de 93 países membros.

acl/ifb/glmv

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