20 de January de 2022
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2021, ano do progresso do progressismo na América Latina

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2021, ano do progresso do progressismo na América Latina

Alain Valdes Sierra * Havana (Prensa Latina) A América Latina demonstrou ao longo de 2021 que uma esquerda em permanente batalha pelos interesses populares e a persistência do neoliberalismo liderada por uma direita conservadora continua sendo o epicentro dos altos e baixos políticos.
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Essas características possibilitam a mudança de cenários com a ascensão ou derrota eleitoral de uma tendência ou de outra, e o ano que está se encerrando mostra isso com o andamento dos acontecimentos políticos.

Um deles é o registrado no Equador, porque apesar da gestão desastrosa de Lenin Moreno, um novo governo de direita foi eleito sob a presidência de Guillermo Lasso.

No entanto, os processos eleitorais desses 12 meses deram um novo fôlego aos diversos projetos progressistas na Nicarágua, Honduras, Peru, Chile e Venezuela graças ao apoio da maioria nas urnas.

São um reflexo das realidades nacionais, da força de diferentes posições políticas e, em alguns casos, uma reafirmação do apoio a um determinado modelo de gestão.

Nesse caso particular, o primeiro deles ocorreu na Nicarágua com a reeleição do Presidente Daniel Ortega para um novo mandato.

Foi o resultado de uma evolução antes desconhecida pela direita interna, continental e mundial liderada pelos Estados Unidos e pela União Europeia na tentativa de eliminar a Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN) do conselho político.

Ortega, como candidato do FSLN, obteve a vitória nas urnas com 75,87 por cento dos votos válidos, o que representou o apoio de dois milhões 93 mil 834 nicaragüenses de pouco mais de 4,4 milhões registrados.

Enquanto isso, na pátria de Bolívar, o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) conquistou 20 dos 23 governadores do país, além da Prefeitura de Caracas, uma das mais importantes, todas com o aval de observadores internacionais que confirmaram sua legitimidade. do processo.

Esta vitória de Chavismo frustra os planos da oposição interna, Washington e Bruxelas, de encontrar pretextos para justificar as agressões, especialmente econômicas, contra Caracas, apesar da vontade do governo do presidente Nicolás Maduro de dialogar.

Honduras, 12 anos depois do golpe contra Manuel Zelaya, pôde finalmente validar a opção por outra gestão governamental com a vitória de Xiomara Castro, do Partido Libertad y Refundación (Grátis), com 51,12 por cento dos votos válidos.

O número, o maior obtido por um candidato à presidência daquele país desde o retorno à democracia nos anos 1980, significa o endosso de sua anunciada agenda de construção de um Estado socialista e democrático.

Por outro lado, o Peru surpreendeu com a inesperada vitória do educador Pedro Castillo, sem dúvida um acontecimento político de primeira ordem para as forças progressistas agrupadas em torno de sua candidatura.

Apesar dos obstáculos constantes da oposição no legislativo, sua figura na presidência representa uma esperança para um país cuja história republicana é marcada pelo predomínio do conservadorismo e do neoliberalismo corrupto e autoritário exacerbado no mandato de Alberto Fujimori (1990-2000).

O maestro Castillo é também um símbolo do Peru rural, dos povos originários, marginalizados desde a chegada dos colonizadores espanhóis no início do século XVI.

A mais recente vitória do progressismo nas urnas é de Gabriel Boric no Chile, candidato da coalizão de esquerda I Aprovar Dignidade e reconhecido presidente da República com 55,87% dos votos válidos, quase 12 pontos percentuais sobre o rival. E deputado da direita José Antonio Kast.

Especialistas concordam que o jovem presidente (35 anos) enfrenta a difícil tarefa de estabilizar um país fraturado pelos problemas estruturais emanados do modelo neoliberal que provocou os maiores protestos em 2019 desde o fim da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990 ).

Embora o progressismo na América Latina tenha conquistado essas cinco grandes vitórias, na Argentina o resultado das eleições legislativas traça um quadro diferente.

O partido do presidente Alberto Fernández, Frente de Todos, perdeu a maioria no Senado ao reter apenas 35 assentos dos 72 disponíveis, e na Câmara dos Deputados obteve 119 assentos em 257.

Analistas ressaltam que com esta correlação de forças não será fácil governar Fernández, daí a estratégia de se antecipar aos desentendimentos programáticos e convocar representantes da vontade popular e diferentes posições políticas para pactuar uma agenda compartilhada.

2022 também será um ano eleitoral importante com as eleições na Colômbia e no Brasil, dois processos considerados fundamentais para o mapa político da região.

A Colômbia é um país que precisa de um novo pacto social em que o uribismo deixe de ser o modo hegemônico de pensamento e conduta política; já no gigante sul-americano, as esperanças se concentram em uma nova vitória de Luiz Inácio Lula da Silva para deixar de fora a extrema direita identificada com o bolonarismo.

rmh/avs/bj

* Jornalista, Chefe da Redação Centro-Sul da Prensa Latina

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