26 de January de 2022
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Transformações e novos atores econômicos em Cuba

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Transformações e novos atores econômicos em Cuba

Havana (Prensa Latina) No dia 1º de janeiro de 2021 começou o processo mais importante da vida econômica e social de Cuba: a ordem monetária e com ela uma cadeia de etapas transcendentais como parte da atualização do modelo socialista.
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Com a implementação deste complexo processo, as máximas autoridades do país descreveram como um ano de profundas transformações, libertação das forças produtivas, eliminação de obstáculos e aproveitamento de todo o potencial da nação.

Desde o início da preparação do plano econômico para este ano, foi proposto – e aprovado em Conselho de Ministros – um conjunto de transformações com impacto no desempenho da economia do país, cuja implementação está em curso.

O sistema monetário foi precisamente a primeira mudança de grande importância e essencial para colocar o país em condições de fazer coisas com maior impacto na sua economia, afirma o vice-primeiro-ministro e ministro da Economia e do Planeamento (MEP), Alejandro Gil.

Desde o primeiro dia do ano, foi eliminada a circulação legal do CUC (peso conversível), somente o peso cubano circula como moeda legal e foi estabelecida uma única taxa de câmbio de 24 pesos por um dólar.

Este foi o prelúdio para iniciar em meados do ano o aperfeiçoamento dos atores econômicos, concebido como um processo gradual e contínuo onde convergem a empresa estatal socialista e o setor privado.

Isso permitiu a criação de micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) e o fim da experiência de cooperativas não agrícolas e, portanto, sua extensão.

CRIAÇÃO DE MSMES

Para chegar a este ponto, em primeiro lugar, a Constituição teve que ser modificada em 2019, porque a propriedade privada não era reconhecida no teto constitucional cubano e não existia no modelo econômico anterior.

Assim, no dia 20 de setembro deste ano, foram aprovadas as normas jurídicas que amparam essas novas organizações com personalidade jurídica, já que o objetivo é que participem da transformação econômica e produtiva da nação, e não de subsistência.

A este respeito, a Vice-Ministra MEP Johana Odriozola explicou em muitos espaços que as normas jurídicas admitem que as MPME podem ser propriedade estatal, privada ou mista, e regulam e facilitam a sua criação e operação como ator econômico no país.

A norma legal destaca que “são aquelas empresas ou unidades econômicas com dimensões e características próprias, e que tenham por objetivo desenvolver a produção de bens e a prestação de serviços que atendam às necessidades da sociedade”.

São entidades ajustadas às características da economia cubana com diferenças tributárias e jurídicas, que coincidirão com o trabalho autônomo (privado) e cooperativas não agrícolas.

No caso deste último, é uma entidade mais social, porque responde a um tipo de propriedade onde todos os empregados são sócios e a riqueza é distribuída com base no trabalho acumulado.

Um tema interessante neste novo tecido produtivo foram as vantagens da transformação dos trabalhadores autônomos em pessoas jurídicas, o que se traduz em benefícios para atores, clientes e fornecedores.

Especialistas avaliam que a constituição destes números conduz a uma reestruturação mais flexível da economia nacional, e apegada à atividade produtiva e aos serviços de cada região da ilha.

É um processo que visa colocar em seu devido lugar todas as formas de gestão que constituem a economia cubana, a fim de liberar suas potencialidades e contribuir para o desenvolvimento socioeconômico do país.

Além disso, não são concebidas como empresas de segunda categoria ou de subsistência, mas para que realmente tenham um elevado valor acrescentado, contribuam para o Produto Interno Bruto nacional com potencial profissional.

Também não se limitam a associar-se a capitais estrangeiros ou cubanos, residentes permanentes no país ou fora dele, e constituem uma joint venture, o que não contraria as políticas estabelecidas levando em consideração os setores prioritários.

No seu conjunto, é um desenho que integra os setores estatais e não estatais para dinamizar a economia prevista na Lei do Investimento Estrangeiro, ao qual se junta a possibilidade de as MPMEs, cooperativas e trabalhadores privados exportarem e importar, sempre por meio de entidades estaduais.

PARA APERFEIÇOAR O MODELO ECONÔMICO

E algo muito importante, eles devem aperfeiçoar o modelo econômico cubano porque é um projeto socialista, não capitalista ou neoliberal, para o qual se pretende evitar qualquer manifestação de concentração da propriedade e das riquezas que geram.

Assim, o MPE somou até 22 de dezembro, 207 mil 207 atores econômicos aprovados desde o início do processo no final de setembro. Desse montante, 1.166 são MPMEs privadas e 22 são estatais, enquanto 19 novas cooperativas não agrícolas foram autorizadas.

Pela sua origem, 58 por cento correspondem a reconversões de negócios pré-existentes e 42 por cento são novos empreendimentos, todos os quais se estima que gerem 18.603 novos empregos na economia.

Do total aprovado, 70 fazem parte de projetos de desenvolvimento local, 32 exportaram e oito estão incubados no Parque Científico e Tecnológico de Havana.

É significativo que a produção e fabricação de alimentos, tecnologia da informação, reciclagem, fabricação de móveis, reparação de equipamentos, máquinas e veículos motorizados, lazer e recreação, serviço móvel de alimentação e produção de roupas sejam algumas das principais atividades desenvolvidas por essas organizações, as fornecedoras espaços descobertos.

Tudo o que foi pensado e implementado a partir de 1º de janeiro de 2021 avança no sentido de neutralizar os efeitos das restrições econômicas, aumentando a eficiência, eficácia, produtividade e inovação.

arb/crc/bj

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