18 de January de 2022
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Identificação de vítimas na invasão do Panamá pelos EUA acelera

Juan-Planells

Identificação de vítimas na invasão do Panamá pelos EUA acelera

Panamá, 20 dez (Prensa Latina) Acelerar a identificação dos mortos na invasão militar dos Estados Unidos ao Panamá em 1989 é uma prioridade para a comissão de investigação dessa agressão que hoje completa 32 anos com essa e outras dívidas pendentes.
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Durante o início dos atos oficiais em homenagem aos mortos na agressão, Juan Planells, presidente da Comissão de 20 de dezembro, disse à Prensa Latina que para isso contarão agora com um novo Laboratório de DNA doado pela Polícia Nacional para o Estudo dos restos mortais exumados.

Com os restos mortais estão cerca de 38 sacolas, 30 delas pertencentes à exumação do cemitério Jardín de Paz, na província do Panamá, e oito do sacrossanto Monte Esperanza, no Caribe Colón.

Especialistas panamenhos altamente qualificados, indicou, realizam esta tarefa que permitirá às famílias das vítimas prestar a devida homenagem a quantos ofereceram suas vidas naquele ato brutal, unilateral e desnecessário que não devemos esquecer.

Planells estimou que os primeiros resultados deste estudo poderiam ser obtidos no início de 2022.

Ele também destacou que outra das dívidas é o trabalho que está sendo feito para promover novas denúncias em todo o mundo contra os Estados Unidos por violação dos direitos humanos de panamenhos e crimes contra a humanidade cometidos há 32 anos.

Segundo historiadores, em 29 de dezembro de 1989, nove dias após a invasão dos Estados Unidos, a Assembleia Geral das Nações Unidas condenou a intervenção militar dos Estados Unidos no Panamá como uma flagrante violação do direito internacional, com 75 votos a favor, 20 contra e 40 abstenções.

Os atos oficiais para a data no istmo também incluíram a inauguração no bairro mártir de El Chorrillo do Salão Olga Cárdenas, uma líder sindical, falecida em junho passado, conhecida por sua luta para conseguir justiça com as famílias das vítimas da agressão.

Uma marcha popular partirá de El Chorrillo para a Assembleia Nacional e outra manifestação dos sindicatos se reunirá em frente à embaixada dos Estados Unidos na nação do canal para condenar a barbárie que tirou a vida de panamenhos ainda não quantificada.

Há 32 anos o Istmo era o laboratório da mais alta tecnologia de guerra desenhada pelos Estados Unidos, segundo o livro “Quando os gringos bombardearam o trenó do Papai Noel”, um compêndio do que foi publicado na Quinzena de Bayano, em fevereiro de 1990 e outros textos produzido mais tarde.

A chamada Causa Justa, cujos objetivos declarados eram acabar com a suposta ditadura e capturar o ex-general Manuel Antonio Noriega, restaurar a democracia e dar bem-estar ao povo, o que na verdade trouxe a morte ao bairro mártir de El Chorrillo, no coração da capital, que desapareceu em parte devido à artilharia e às ‘‘operações cirúrgicas’’ de helicópteros.

Dezenas de civis mortos se acumularam nas ruas, sem permitir que seus parentes os resgatassem, enquanto os tanques passavam por cima deles.

Esta imagem dantesca é apenas uma pincelada dos horrores vividos pelas famílias daquela comunidade, a periferia de San Miguelito e a cidade caribenha de Colón, embora tenham ocorrido outros ataques a alvos econômicos, civis e militares, como portos e aeroportos.

mem / ga / ls

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