18 de January de 2022
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Políticos recordam o 30º aniversário da desintegração da URSS

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Políticos recordam o 30º aniversário da desintegração da URSS

Moscou, 8 dez (Prensa Latina) Protagonistas da desintegração da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) lembraram hoje o 30º aniversário da assinatura do Tratado de Belavezha, que pôs fim à existência daquele Estado, fundado em 1922.
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Aprovado pelos presidentes das repúblicas soviéticas da Rússia, Ucrânia e Belarus (Boris Yeltsin, Leonid Kravchuk e Stanislav Shushkevich, respectivamente), o acordo foi assinado em 8 de dezembro de 1991 sem a opinião majoritária da população, que meses antes havia se manifestado em referendo a favor da manutenção da URSS.

Falando ao canal russo Smotrim por ocasião do aniversário, antigos líderes dessas antigas repúblicas soviéticas, participantes do evento, concordaram que a desintegração do país foi o resultado de uma ação predeterminada, mas também de uma série de circunstâncias que a tornaram inevitável.

Kravchuk lembrou que depois de assinar o tratado ele voltou a Kiev suavemente e explicou que o mesmo se aplicava ao retorno de Ieltsin a Moscou.

“Por que absolutamente ninguém se revoltou contra esse golpe, se o consideramos um golpe”, perguntou, enquanto questionava a percepção negativa da ruptura que a mudança provocou.

“Nada do tipo aconteceu e, portanto, as pessoas estavam preparadas para isso. O sistema tinha que ser quebrado”, enfatizou.

De acordo com a estação de TV, Shushkevich, por sua vez, ainda se orgulha de ter participado da assinatura do Tratado de Belavezha. “Dividir um império sem derramar uma gota de sangue é, em geral, uma conquista fabulosa”, disse ele.

Na quarta-feira, os historiadores lembraram que o acordo foi assinado pelas costas do presidente soviético Mikhail Gorbachev, que foi informado por telefone um dia depois por Shushkevich, e sem o apoio da maioria da população da URSS.

O Tratado deixou o país sem suas três repúblicas eslavas fundadoras e deu origem à Comunidade de Estados Independentes (CEI), à qual se juntariam, dias depois, em 21 de dezembro, outras oito repúblicas (Armênia, Azerbaijão, Cazaquistão, Quirguistão, Moldávia, Turcomenistão, Tadjiquistão e Uzbequistão).

Segundo os pesquisadores, a escolha de um local tão isolado para a assinatura do acordo, próximo à fronteira ocidental da URSS com a Polônia, foi porque os protagonistas estavam sendo cautelosos com Gorbachev, que poderia ordenar a prisão dos signatários uma vez que a notícia fosse divulgada.

A assinatura do Tratado continua a ser motivo de debate, dada a legitimidade de tal decisão nos termos da Constituição Soviética.

“O destino do Estado multinacional não pode ser determinado pela vontade dos líderes de três repúblicas”, disse Gorbachev em seu livro Reflexões sobre o passado e o futuro (1999), lembrou a televisão RT.

Entretanto, os signatários do Tratado de Belavezha o justificaram na época com a profunda crise econômica e política do país, tensões sociais, bem como o fracasso das negociações para preparar um novo Acordo da União.

Para o ex-presidente do Cazaquistão, Nursultan Nazarbayev, a desintegração econômica do país e a falta de uma forte vontade na liderança do país foram os fatores-chave por trás da desintegração, que se tornou efetiva em 25 de dezembro de 1991 com a demissão de Gorbachev.

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