23 de January de 2022
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O que implica a possível saída da Nicarágua da OEA?

O que implica a possível saída da Nicarágua da OEA?

Por Danay Galletti Hernandez
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Manágua, 19 nov (Prensa Latina) A possível saída da Nicarágua da Organização dos Estados Americanos (OEA) é hoje uma decisão eminentemente política que não afeta as relações entre o país e organizações multilaterais, governos ou entidades financeiras.

Isto foi declarado à Prensa Latina por José Figueroa, deputado da Assembleia Nacional da Frente Sandinista e um dos 83 parlamentares que aprovaram a declaração do órgão legislativo condenando a interferência estrangeira nos assuntos internos e as tentativas de minar sua soberania e independência.

O documento, já assinado por outros poderes estatais, como a Suprema Corte de Justiça e o Conselho Superior Eleitoral, fazia referência à resolução adotada por cerca de vinte Estados durante a 51ª sessão ordinária da OEA, realizada de 10 a 12 de novembro na Cidade da Guatemala.

De acordo com o texto, a decisão emitida pelo organismo internacional é desrespeitosa, ilegítima e totalmente ignorante de seus princípios fundamentais, aqueles relativos à não intervenção e ao reconhecimento do direito de cada território de escolher, sem interferência, seu sistema político, econômico e social.

“A OEA passará para a história como um instrumento de domínio estadunidense, descrito pelo líder da Revolução Cubana, Fidel Castro, como o ‘ministério das colônias’. Seu papel histórico é o de punição, chantagem e pressão sobre aqueles que não cooperam no que diz respeito às políticas de Washington”, disse ele.

Na opinião do secretário executivo da bancada sandinista, este mecanismo não cumpre com elementos incluídos em sua carta constitutiva, tais como a preservação da paz regional e a ajuda a seus estados membros diante de dificuldades de qualquer tipo: políticas, militares, catástrofes naturais ou para o fortalecimento da democracia.

Segundo Figueroa, durante cinco décadas, a OEA atuou como cúmplice em golpes de Estado contra presidentes eleitos como Jacobo Árbenz na Guatemala, Salvador Allende no Chile, Hugo Chávez na Venezuela, Fernando Lugo no Paraguai, Manuel Zelaya em Honduras e Dilma Rousseff no Brasil.

“Durante a tentativa de golpe de Estado na Nicarágua em 2018, eles coletaram relatórios falsos e duvidosos de fontes não confiáveis através da Comissão Interamericana de Direitos Humanos para nos acusar de violações, quando estávamos nos defendendo de uma manobra que visava a destruição do país”, argumentou ele.

A declaração chega quatro dias após o ultimato dado pelo grupo regional, com um prazo de 30 de novembro, para o que consideram ser a “restauração dos direitos democráticos” e a libertação de 175 pessoas classificadas como presos políticos, incluindo sete pré-candidatos presidenciais nas últimas eleições gerais.

Para 25 países dentro da OEA, as eleições realizadas em 7 de novembro não foram “nem livres, nem justas, nem transparentes e não têm legitimidade”; daí as exigências de vários poderes estatais nicaraguenses e a exortação ao Presidente Daniel Ortega para denunciar a carta constitucional.

Desde que o Conselho Supremo Eleitoral divulgou os resultados da votação, os Estados Unidos impuseram numerosas sanções, incluindo a proibição de Ortega, sua deputada Rosario Murillo, funcionários do governo, policiais, promotores, prefeitos, secretários políticos e outros de entrarem no país.

“Estas medidas são arbitrárias, ilegais e fora do quadro do direito internacional. A Nicarágua só pode condená-los e rejeitá-los, como fez anteriormente contra os impostos a Cuba e Venezuela e diante de todas as tentativas organizadas por Washington e seus aliados na região para contrariar a luta dos povos”, concluiu ele.

jha/dgh/vmc

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