19 de May de 2022
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Sudão: Manifestantes contra o golpe militar

Sudão: Manifestantes contra o golpe militar

Por Oscar Bravo Fong
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Havana, 30 out (Prensa Latina) O Sudão é hoje o cenário de fortes tensões, em meio a protestos em massa de várias organizações exigindo a restauração do governo de transição civil, dissolvido após um golpe militar na última segunda-feira.

As manifestações, reprimidas pelas forças de segurança, mobilizaram apoiadores das Forças pela Liberdade e Mudança (FFC) e da Associação dos Profissionais Sudaneses, que inclui sindicatos, nas ruas de Cartum e cidades vizinhas como Omdurman, localizadas às margens do rio Nilo.

Com o objetivo de realizar outro grande protesto na capital sudanesa e em outras partes do país neste sábado, os manifestantes das últimas horas marcharam em numerosos distritos com faixas com a frase “Não ao governo militar” e “O governo civil é a escolha do povo”.

Neste cenário caótico, no qual também há bloqueios de estradas por entidades contrárias ao poder de fato e outras ações de desobediência civil, desde segunda-feira até hoje 11 manifestantes foram mortos e mais de 150 feridos em confrontos entre eles e a polícia, documentou a Rádio Dabanga.

Segundo a mídia, citando organizações médicas, a maioria das pontes em Cartum reabriram no início do dia, enquanto os voos de e para o aeroporto internacional da capital não foram retomados, e a internet permanece inacessível devido a interrupções na rede.

DETIDO PELA JUNTA MILITAR

Vale notar que, embora a junta militar tenha anunciado a libertação do primeiro-ministro Abdallah Hamdok, que anteriormente estava detido junto com membros de seu gabinete e políticos, o primeiro-ministro ainda está sob vigilância em sua residência, de acordo com apoiadores.

Por outro lado, o Centro Africano de Estudos de Justiça e Paz divulgou os nomes de 28 funcionários e ativistas presos há seis dias, enquanto outros oito foram presos em dias sucessivos.

Diante desta situação, organizações como as Nações Unidas, a União Africana (que suspendeu Cartum de seus membros) e a Liga Árabe, juntamente com ministros do governo de transição, exigiram que os militares revogassem imediatamente todas as medidas inconstitucionais tomadas e liberassem os detentos.

A ação violenta dos militares, liderada pelo general Abdel Fattah Al-Burhan, presidente do Conselho Transitório Soberano, também foi condenada por mais de 60 embaixadores e diplomatas sudaneses, que têm o apoio da FFC.

Em meio à condenação da revolta militar no país do Norte da África, onde vigora um estado de emergência, os analistas acreditam que ela poderia provocar maior instabilidade social e política, agravada após a deposição, em abril de 2019, do então presidente, Omar Hassan al-Bashir (1989-2019).

A PIOR CRISE

Dias antes da revolta, precedida em setembro passado por uma tentativa de golpe, o próprio Hamdok advertiu que o Sudão estava “passando pela pior e mais perigosa crise” desde a queda do anterior governo al-Bashir, no calor das contradições entre os componentes civis e militares do executivo interino.

Em conexão com a tentativa fracassada, houve profundas divisões entre militares e civis dentro do governo de transição, depois que este último acusou os demais oficiais militares do executivo de al-Bashir, que ocupam cargos no exército, de orquestrar a violência.

Outro fator catalisador do ato violento foi, segundo os analistas, que sob o Documento Constitucional, assinado em agosto de 2019 pelas Forças Armadas e pela FFC, os militares deveriam entregar a liderança do Conselho Soberano a um representante civil no próximo mês, como parte da transição democrática.

Além disso, segundo os observadores, a hierarquia uniformizada estava preocupada com a lenta implementação dos itens da agenda relacionados ao combate à corrupção e à implementação da reforma do setor de segurança.

Fontes humanitárias dizem que o Sudão, um país predominantemente agrícola com vastos recursos como ouro e reservas de petróleo, também está sofrendo de uma grave crise econômica, com alta inflação, escassez de alimentos e altos preços de combustíveis e remédios.

Muitos acreditam, por outro lado, que a mais recente revolta do exército no estado sudanês poderia elevar ainda mais a perspectiva de eleições livres e justas em meados de 2023, levando a um executivo totalmente civil.

msm/obf/vmc

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