27 de November de 2021

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FMI e EUA cúmplices na guerra contra a Venezuela

FMI e EUA cúmplices na guerra contra a Venezuela

Caracas, 8 out (Prensa Latina) A recusa do Fundo Monetário Internacional (FMI) em ceder os Direitos de Saque Especiais à Venezuela expõe hoje sua cumplicidade com os Estados Unidos na guerra contra este país sul-americano.
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Durante seu discurso na Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, a Vice-Presidente Executiva Delcy Rodriguez disse que esta ação é uma consequência direta do veto de Washington contra a Venezuela.

A denúncia da alta funcionária sobre a retenção dos cinco bilhões de dólares correspondentes ao governo venezuelano para lidar com a pandemia também expôs a parcialidade das organizações internacionais em sua proclamada batalha contra a Covid-19.

Os Direitos Especiais de Saque é um sistema criado em 1969 pelo FMI para fornecer liquidez às economias mundiais e reservas adicionais aos países membros em caso de dificuldade.

Quando a crise de 2008 eclodiu, eles foram usados para manter a economia mundial em pé e, em 2020, após o flagelo da Covid-19, o órgão financeiro recorreu novamente a eles para neutralizar os efeitos globais.

Pelo menos 650 bilhões de dólares foram aprovados pelo FMI desta vez, ‘para alcançar economias resilientes’, porém os números desmentiram o discurso e as supostas intenções de ‘ajudar’ os mais necessitados.

Como afirmou o vice-presidente venezuelano, e como ficou evidente na conferência da ONU acima mencionada, mais de 63% desse montante é destinado a países ricos e vacinados, e a África, com 17% da população mundial, receberá apenas um quinto do esquema de alocação de cotas.

A Europa, com uma participação muito menor, receberá 36% dos fundos, enquanto os Estados Unidos receberão 113 bilhões dos 179 bilhões destinados ao continente americano.

Como se esses números não fossem suficientes, o anúncio de que a Venezuela não receberá o valor a que tem direito, sob os alegados argumentos de ‘falta de transparência’ e ‘confiabilidade’ do governo, é prova do viés político e da duplicidade de critérios da organização internacional.

Mais uma vez, a Casa Branca está usando seu poder e influência sobre os países, instituições e organizações para exercer pressão por seus próprios interesses.

Quando, em março de 2020, o executivo venezuelano decretou um estado de alerta devido à presença do vírus SARS-CoV-2, o país já estava sofrendo uma crise econômica como resultado das medidas coercitivas unilaterais dos Estados Unidos e seus aliados.

Desde 2014, mais de sete bilhões de dólares venezuelanos foram bloqueados em 40 bancos internacionais.

Da mesma forma, o governo dos EUA sequestrou mais de 30 bilhões de dólares e, em meio à Covid-19, os efeitos do bloqueio contra o país sul-americano tornaram-se mais severos, pois as sanções impedem a importação de medicamentos que não são fabricados no país, nem as matérias-primas para produzi-los, assim como a compra de insumos e equipamentos.

Até mesmo o acesso ao mecanismo Covax da Organização Mundial da Saúde para obter vacinas anti-Covid-19 foi complicado para o país, que mal conseguiu obter um por cento após várias reclamações e negociações.

Em seu relatório ao Conselho de Direitos Humanos (CDH), a relatora da ONU, Alena Douhan, deu um relato imparcial e concreto das consequências dessas ações punitivas.

‘As sanções unilaterais cada vez mais impostas pelos Estados Unidos, pela União Europeia e por outros países têm exacerbado os problemas… as receitas foram reduzidas em 99 por cento e a Venezuela está vivendo agora com um por cento de suas receitas pré-sanções’, disse ela.

Mas enquanto o FMI se junta ao conselho daqueles que impõem medidas coercitivas à Venezuela com a intenção de promover uma mudança de governo favorável à Casa Branca, o poder executivo do país latino-americano está procurando soluções para manter programas sociais e desenvolver a economia.

Após mais de um ano da pandemia e apesar dos obstáculos, o país sul-americano conseguiu não só estar entre os países que melhor administraram a crise sanitária, mas também está a caminho de imunizar gratuitamente 70% de sua população antes do final do ano.

jha/wup/ycv/vmc

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