27 de November de 2021

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Razões familiares e regras mantêm Cannavaro longe do futebol chinês

Razões familiares e regras mantêm Cannavaro longe do futebol chinês

Beijing, 5 out (Prensa Latina) A impossibilidade de estar com a família e os novos regulamentos da China para a promoção do futebol destacam-se hoje entre nas causas da renúncia de Fabio Cannavaro ao cargo de técnico do Guangzhou Evergrande.
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Em entrevista ao site de informações Tencent Sports, divulgado aqui nesta terça-feira, o italiano disse que não foi uma decisão repentina, já que informou os donos do clube desde a temporada passada.

Optou por ir embora, porque com o agravamento da pandemia Covid-19 em todo o mundo, ele não viu seus entes queridos em 11 meses em 2020 e oito neste ano.

‘A Covid-19 mudou tudo (…) No início parecia bom, mas depois ficou péssimo. A quarentena e o mecanismo de bolha me afastaram da minha família’, explica.

Por outro lado, Cannavaro mencionou a introdução de novas disposições na Super Liga de Futebol da China no que diz respeito à formação de talentos e questões financeiras.

Embora compreenda a necessidade de elevar o nível dos atletas nacionais, considerou difícil cumprir a orientação de enviar mais jogadores jovens a campo, sem ainda ter preparação suficiente para as internacionalizações.

Ele também se referiu ao declínio no desenvolvimento da disciplina e à saída de figuras importantes como os brasileiros Paulinho e Talisca, após a adoção do teto salarial.

A China restringiu o pagamento de atletas locais a 1,4 milhão de dólares e 3,3 milhões de estrangeiros. Além disso, cada clube da Superliga pode gastar no máximo 157 milhões de dólares por ano e desse valor alocar 60% aos salários.

Mas, na opinião de Cannavaro, o campeonato chinês precisa de atletas como Paulinho e Talisca para darem bons exemplos e estimularem os nacionais a se prepararem melhor.

‘Quando um craque entra para a Superliga por um salário melhor, ele ensina os outros a treinar, jogar e se alimentar melhor. Os jovens podem aprender muito e trabalhar duro para se tornarem como eles’, disse ele, prevendo um possível retrocesso na liga do gigante asiático com a renúncia de alguns estrangeiros.

No seu caso, revelou que cedeu 15 meses de salário e gratificações (equivalentes a mais de 24 milhões de euros) em pagamento de impostos.

Na semana passada, soube-se que o italiano de 48 anos e Bola de Ouro em 2006 deixou o seu posto no Guangzhou Evergrande FC, propriedade da empresa imobiliária que corre o risco de desaparecer devido a problemas financeiros.

Cannavaro completava sua segunda passagem pelo comando do clube chinês após sua chegada, em novembro de 2017, dois anos após a substituição de Luiz Felipe Scolari.

Ele levou Guangzhou ao título em 2019, mas na temporada passada terminou em segundo.

npg/ymr/cm

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