8 de December de 2021

NOTICIAS

Mobilizações e violência voltaram à Colômbia nesta semana

Mobilizações e violência voltaram à Colômbia nesta semana

Bogotá, 2 de outubro (Prensa Latina) Sindicalistas, indígenas, políticos, entre outros setores, retomaram as marchas sociais na Colômbia esta semana no contexto da greve nacional de cinco meses, e a violência também voltou às mãos da polícia.
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on telegram
Share on email

Durante as manifestações, convocadas pelo Comitê Nacional de Greve, os participantes de todo o país exigiram que o Congresso aprovasse projetos de lei que nasceram no contexto desta grande mobilização que durou mais de dois meses.

Sob o slogan Pela paz, vida, democracia, contra o pacote Duque e a corrupção, colombianos em várias cidades do país exigiram que as 10 iniciativas apresentadas em julho passado pelo Comitê fossem analisadas e aprovadas pelo Congresso da República.

Uma greve nacional histórica começou em 28 de abril deste ano contra as medidas neoliberais do governo de Iván Duque, considerada a maior explosão social dos últimos 70 anos, que durou quase três meses e se espalhou por todo o país.

O Comitê Nacional de Paralisação, principal organizador destes protestos, anunciou na terça-feira 15 de junho a suspensão temporária das mobilizações, sem que isto implicasse o fim das manifestações.

O coletivo tomou a decisão em face da militarização das ruas, da violência policial contra manifestações pacíficas e da recusa do governo em assinar um pré-acordo para garantir o protesto social, e garantiu que apresentaria um conjunto de projetos de lei ao Congresso.

Em 27 de julho, o Comitê, juntamente com mais de 50 membros do Congresso, apresentou os projetos de lei anunciados com o objetivo de beneficiar mais de 30 milhões de colombianos afetados pela pandemia e pela crise econômica que ela gerou.

As contas incluem uma Renda Básica de emergência como medida para garantir os direitos dos cidadãos; Zero Mensalidade, que busca garantir o ensino superior gratuito universal em todo o país; e Reforma Policial, para fortalecer o caráter civil da força policial, entre outros.

Como nas manifestações pacíficas durante a greve, a violência policial em várias áreas da Colômbia encerrou o dia nacional de mobilização.

Até depois da meia-noite, os membros do esquadrão anti-motins atacaram os jovens da capital que se juntaram às manifestações.

Também nesta semana, o senador do Polo Democrático Iván Cepeda e as organizações Campaña Defender la Libertad: Asunto de Todos, ONG Temblores e outras, enviaram um terceiro relatório sobre a situação dos crimes contra a humanidade que ocorreram na Colômbia em meio às manifestações que vêm ocorrendo desde 28 de abril.

Relata pelo menos 3.954 vítimas de violações de direitos humanos entre 28 de abril e 28 de setembro.

Além disso, relata 136 novos atos violentos, em comparação com a segunda comunicação enviada em 7 de junho, que se refere a 1.88 novas vítimas, das quais 513 são identificadas.

O relatório detalha números recentes e novos casos de assassinatos; estupro e violência sexual; tortura e outros atos desumanos; prisão ou outras privações graves de liberdade física; desaparecimento forçado, entre outros.

mem/otf/vmc

minuto por minuto
NOTAS RELACIONADAS
ÚLTIMO MINUTO

© 2016-2021 Prensa Latina
Agência Latino-americana de Notícias

Rádio – Publicações – Vídeos – Notícias a cada minuto.
Todos os Rigts Reservados.

Rua E No 454, Vedado, Havana, Cuba.
Telefones: (+53) 7 838 3496, (+53) 7 838 3497, (+53) 7 838 3498, (+53) 7 838 3499
Prensa Latina © 2021.