1 de December de 2021

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Dia da Criança na Guatemala entre a pandemia e a desnutrição

Dia da Criança na Guatemala entre a pandemia e a desnutrição

Guatemala (Prensa Latina) Além da desnutrição histórica e da pobreza, as crianças da Guatemala hoje somam a perda de pelo menos um dos pais devido ao Covid-19.
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A cifra chega a 11.500 e traz mais desespero neste dia a eles dedicado aqui, segundo o Observatório dos Direitos da Criança, embora tenha lembrado que é apenas uma aproximação.

Embora a ideia geral fosse que a Covid-19 afetou menos esse grupo populacional, a chegada da variante delta mudou essa percepção e há um efeito ainda mais chocante, alertou a fonte.

Otto Rivera, diretor do Observatório, considerou o número preocupante, principalmente quando há casos que perderam os pais e foram para outros núcleos familiares.

Outra questão preocupante está associada a uma das principais recomendações para o combate à doença, não sair de casa, que se traduz em confinamento aproveitado por agressores sexuais, muitas vezes do círculo familiar, que leva à gravidez indesejada em idade precoce.

A pandemia afetou mais as crianças e é um tema que ainda não chamou a atenção das autoridades competentes que devem garantir o atendimento aos menores, afirmou.

‘A Guatemala precisa de um sistema nacional de proteção e garantia integral dos direitos de meninas e meninos. Se antes não existia uma instituição responsável, quem vai se encarregar hoje da proteção das crianças que perderam suas referências parentais devido à pandemia?’, perguntou.

A isso se somam os efeitos na saúde mental também pelo fato de estarem separados dos colegas devido à interrupção das aulas presenciais.

Não existem estatísticas confiáveis ​​para saber quantas crianças abandonaram o sistema educacional, pois embora os centros tenham disponibilidade para ministrar aulas virtuais, nem todas as famílias dispõem de recursos para acessar essa tecnologia, principalmente no meio rural.

Em um país com níveis históricos de desigualdade e pobreza, principalmente na população majoritariamente indígena, o desafio do governo é maior devido à precariedade do investimento público, apesar de alguns avanços até o momento.

Existem programas essenciais que foram negligenciados e têm a ver com saúde integral e educação primária, além da atenção à Covid-19, apontou o Observatório de Investimento Público em Infância e Adolescência.

Segundo seus cálculos, com base na Save the children e no Instituto Centro-Americano de Estudos Fiscais, o Estado investe diariamente 9,59 quetzais (US $1,26) para cada criança, insuficientes para cobrir suas necessidades básicas.

‘Os dados sobre a violência contra crianças desaparecidas aumentam constantemente, seja qual for a dimensão que quisermos analisar em torno da infância, vamos detectar problemas graves’, disse Leonel Dubón, diretor do Refúgio da Infância.

No legislativo há uma iniciativa da Lei 5284, que visa criar o sistema nacional de proteção integral à criança e ao adolescente para complementar, unificar e direcionar as políticas e programas de proteção social a esse segmento da população, o futuro de qualquer país, mas a discussão continua paralisada.

Há quem afirme que cada lampejo de tristeza nos olhos de uma criança é uma derrota para toda a Humanidade, mas na Guatemala muitos são os que hoje sofrem o abandono total. O panorama é tão acidentado que da zona 10, chamada de viva, tudo parece idílico, desde que o visitante não chegue à esquina de um semáforo, onde é comum ver crianças pedindo dinheiro com seus pais.

Porém, de San Pedro Necta, a 315 quilômetros da capital e a 45 quilômetros da fronteira com o México, as famílias arriscam cada vez mais seus filhos na perigosa estrada para o Norte, não por ignorância ou porque não os desejam. A pobreza, o abandono do Estado, a violência e a extorsão os expulsam.

mem/mmc/hb

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