25 de January de 2022
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Henry Reeve, um nome com vocação para a solidariedade

Henry Reeve, um nome com vocação para a solidariedade

Havana, (Prensa Latina) Cuba recorda hoje, no 145ú aniversário de sua morte, Henry Reeve, um jovem estadunidense cujo nome é conhecido em muitos países do mundo graças à solidariedade médica da ilha caribenha.
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Conhecido pela posteridade como El inglesito, aos 19 anos viajou para a maior das Antilhas para unir-se em franco gesto de apoio à causa emancipatória cubana e por seus méritos tornou-se general de brigada do Exército Libertador, na segunda metade do século XIX.

Reeve participou de cerca de 400 combates, foi um homem próximo do General Ignacio Agramonte na cavalaria de Camagüey, e também é conhecido por ter participado do épico resgate do general de brigada Julio Sanguily.

Sua demonstrada atitude de solidariedade impulsionou, séculos depois, ao líder histórico da revolução cubana, Fidel Castro, a dar seu nome a uma brigada médica composta por profissionais especializados em situações de desastre, que prestam seus serviços em vários países do mundo.

A cooperação em qualquer nação que sofra uma catástrofe (furacões, inundações, entre outras) ou o enfrentamento de grandes epidemias que gerem desastres naturais ou sociais, constitui o principal papel da referida brigada, oficialmente fundada em 19 de setembro de 2005.

Em 2006, o Contingente Henry Reeve chegou à Indonésia para ajudar aquela nação atingida por um terremoto, como em 2010 se dirigiu ao Chile e ao Haiti, este último atingido pela epidemia de cólera.

Mas talvez uma das missões com maiores desafios para seus membros seja a do Ebola, uma epidemia que atingiu a África Ocidental. Um grupo de 260 profissionais de saúde viajou em 2014 para Serra Leoa, Guiné e Libéria, os países mais atingidos pela doença, e conseguiu salvar a vida de cerca de 7.000 pessoas, segundo dados oficiais.

Da mesma forma, desde o início da pandemia de Covid-19 – cujos efeitos continuam a assolar o mundo em todas as áreas possíveis – Cuba não parou sua solidariedade médica.

Até maio de 2020, a ilha caribenha contribuiu com 2.300 colaboradores de 26 brigadas na luta contra a doença, segundo dados declarados pelo Ministro da Saúde Pública de Cuba, quando interveio por ocasião da Assembleia da Organização Mundial de Saúde José Ángel Portal.

Entre os lugares onde se mostrou esse trabalho médico estavam a Itália, o Principado de Andorra e o Azerbaijão. Pela primeira vez a ajuda chegou à Europa, nos momentos mais sensíveis da passagem da enfermidade pelo chamado velho continente.

Até setembro, 43 brigadas atuavam em 33 países e 2.523 profissionais atendiam pacientes vítimas da doença letal, espalhada por todo o planeta.

No presente 2021, vários grupos voltaram ao território nacional após a conclusão dos trabalhos, com origens diferentes entre os quais estão África do Sul, México, Panamá, São Vicente e Granadinas, Belize, entre outros.

No entanto, de acordo com dados publicados pelo Ministério da Saúde Pública (Minsap) até março, 57 contingentes de Henry Reeve foram notificados em 40 países, todos enviados principalmente para enfrentar a pandemia da Covid-19.

Nesse contexto, foram inúmeras as expressões de agradecimento aos médicos cubanos, tanto que se El Inglesito voltasse hoje à vida com certeza sentiria o mesmo agradecimento pelo louvável trabalho realizado por milhares de médicos sob a estrela solidária de seu nome.

jha / ghp / cm

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