6 de December de 2021

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‘Oye cómo va’

‘Oye cómo va’

San Salvador, 25 jul (Prensa Latina) No dia 20 de julho, o grande Carlos Santana completou 74 anos, um herói chicano da guitarra elétrica, responsável por melodias que ouvimos inúmeras vezes sem sequer suspeitar que eram suas.
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Destacam-se, por exemplo, Incident at Neshabur ou várias faixas de seu álbum Supernatural. No entanto, talvez a primeira música de Santana que se tornou popular em Cuba foi a cativante Oye cómo va, uma versão rock latina de um mambo há muito tempo creditada ao porto-riquenho Tito Puente, inspirada por sua vez em Chanchullo, do baixista cubano Israel ‘Cachao’ Lopez.

‘Oye cómo va, mi ritmo… bueno pá gozar, mulata…’, diz o refrão que intrigou um público anglo-saxão incapaz de entender ou traduzir todo aquele sabor.

Incluído no álbum Abraxas (1970; que continha a monumental Black Magic Woman), Oye como va catapultou o mexicano direto para a posição 13 no Top 100 da Billboard, classificado nas paradas de ryhtm & blues e foi um dos marcos do Festival de Monterrey -1967, o mesmo onde os americanos ‘descobriram’ Jimi Hendrix beijando o céu, e algo mais.

Tirando o fato que Santana consegue tirar de sua guitarra o som de flauta, a música preserva o ritmo do cha cha cha que Puente imprimiu no original de 1963. Este, por sua vez, teve o ‘tumbao’ patenteado por Cachao em Rareza de Melitón , composição de 1937 que mais tarde mudou seu nome para Chanchullo.

Diz-se também que a referência à mulata tem suas raízes na canção Las mulatas del chachachá, de Evelio Landa e gravada em 1955 por Benny Moré e sua Banda Gigante, com o famoso refrão de ‘Gózalo mulata!’.

Este clássico foi amplamente interpretado por monstros como Cheo Feliciano e Julio Iglesias, o breve rapper mexicano Gerardo e até mesmo Natalie Cole em seu álbum espanhol indicado ao Grammy Latino de 2013.

Na versão chicana, o lendário guitarrista mal ronrona a palavra ‘sabor’ no início, com Gregg Rolie, seu tecladista na época, encarregado de cantar os refrões simples, fáceis de memorizar e cantar junto. Mas repito, nessa explosão de ritmo, o mínimo foi a letra.

Além da guitarra elétrica, Santana acrescentou um órgão Hammond B-3 e bateria de rock, pontuada pela seção de metais de Puente, sendo o todo um sui generis chachacha rockeiro com um pouco de blues e muito sabor.

Considerado o pai do rock latino, Carlos Humberto Santana Barragán nasceu em Jalisco, mudou-se ainda criança para Tijuana e conseguiu fundir a música dos seus antepassados, com forte cunho espiritual, aos sons do rock anglo-saxão, de uma forma incrível mistura de gênio criativo e virtuosismo.

Os marcos de sua carreira incluem mais de 30 álbuns de estúdio e mais de 100 milhões de álbuns vendidos, ele foi reconhecido pela revista Rolling Stone como um dos 20 maiores guitarristas de todos os tempos e detém o recorde de mais Grammy por Fonograma.

Isso aconteceu em 1999, quando quebrou a marca de oito Grammys conquistados por Michael Jackson em 1983 por seu indispensável Thriller, ao receber nove das dez indicações para Supernatural, álbum no qual colaborou com estrelas como Dave Matthews, Lauryn Hill, Maná , Everlast e aquela alegria com Rob Thomas que era Smooth, uma música que vale bem a pena um clássico.

(Retirado do Orb)

/ hb

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