6 de December de 2021

NOTICIAS

Acadêmico francês pede aos EUA que respeitem a soberania de Cuba

Acadêmico francês pede aos EUA que respeitem a soberania de Cuba

Paris, 20 de julho (Prensa Latina) O acadêmico e ensaísta francês Salim Lamrani pediu hoje o governo dos Estados Unidos e seu presidente, Joe Biden, a respeitar o direito de Cuba à autodeterminação e a viver sem o bloqueio.
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on telegram
Share on email

‘O presidente Biden deve ouvir as reivindicações da comunidade internacional, de sua própria opinião pública, aceitar o fato de que Cuba é um país soberano e independente que tem o direito de decidir seu próprio destino, respeitar o Direito Internacional e acabar com as sanções econômicas contra a ilha ‘, disse ele em entrevista à Prensa Latina.

Segundo o estudioso das relações entre Havana e Washington, os protestos e motins de um setor minoritário da população cubana em 11 de julho mostram que os Estados Unidos não renunciaram ao objetivo de destruir a Revolução.

Eles também confirmaram que para atingir seu objetivo está disposto a criar os incidentes mais graves na ilha, alertou.

O professor universitário destacou que sem a participação material do governo dos Estados Unidos, as manifestações de 11 de julho não teriam ocorrido, apesar das inegáveis dificuldades materiais enfrentadas pela população cubana.

Para Lamrani, compreender o ocorrido significa levar em conta vários fatos, em primeiro lugar a situação econômica extremamente difícil que atravessa a maior das Antilhas, após o fortalecimento do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto há mais de 60 anos.

Nesse sentido, lembrou que o governo republicano de Donald Trump aplicou mais de 240 medidas para fortalecer o cerco, 50 dessas ações hostis ordenadas em meio à pandemia de Covid-19, todas mantidas até agora por seu sucessor na Casa Branca, Joe Biden, um membro do Partido Democrata.

O acadêmico francês disse à Prensa Latina que a política de Washington nos últimos anos atingiu duramente setores que geram fontes de renda no país caribenho, como a exportação de serviços e o turismo, bem como a entrada de remessas familiares.

Outro fator importante responde às consequências da crise de saúde provocada pela Covid-19, combinação que tem criado graves dificuldades materiais para a população, afirmou.

Lamrani acrescentou que neste contexto de duplo bloqueio-pandemia de castigo, é lógico o mal-estar do povo, cenário que os Estados Unidos procuram aproveitar para atingir o seu objetivo traçado desde o triunfo da Revolução em 1959: ‘quebrar a ordem estabelecida e conseguir uma mudança de regime ‘.

‘É uma constante da política externa de Washington e tudo isso está amplamente documentado e publicamente admitido pelas autoridades norte-americanas. Há um orçamento de 20 milhões de dólares por ano para atingir esse objetivo’, afirmou.

O intelectual e conhecedor das relações entre os dois países mencionou o uso das redes sociais na mais recente cruzada desestabilizadora e o desenho de uma campanha baseada em sofisticados recursos tecnológicos para impor tendências em plataformas como o Twitter do exterior, incluindo o rótulo ‘SOSCUBA’.

Os elementos mostram uma operação artificial – alheia à realidade cubana – financiada por poderosos interesses, para mostrar ao mundo a imagem de um país em chamas e de uma revolta popular, explicou.

Nesse sentido, acrescentou que a cruzada foi acompanhada pelos meios de comunicação, com grandes meios de comunicação que ‘não hesitaram em manipular a informação e enganar a opinião pública’, inclusive apresentando como protesto manifestações de apoio ao governo cubano.

Lamrani também se referiu aos apelos a uma intervenção humanitária em Cuba sob o argumento da situação econômica gerada, pedido que considerou equivalente a exigir uma intervenção militar.

jha / wmr /ml/gdc

minuto por minuto
NOTAS RELACIONADAS
ÚLTIMO MINUTO

© 2016-2021 Prensa Latina
Agência Latino-americana de Notícias

Rádio – Publicações – Vídeos – Notícias a cada minuto.
Todos os Rigts Reservados.

Rua E No 454, Vedado, Havana, Cuba.
Telefones: (+53) 7 838 3496, (+53) 7 838 3497, (+53) 7 838 3498, (+53) 7 838 3499
Prensa Latina © 2021.