9 de December de 2021

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Magnicídio no Haiti, 10 dias depois

Magnicídio no Haiti, 10 dias depois

Porto Príncipe, 17 jul (Prensa Latina) Dez dias após o atentado mortal contra o presidente do Haiti, Jovenel Moïse, ainda hoje há pistas a serem esclarecidas sobre como ocorreu o crime, embora durante a semana a polícia tenha feito progresso da investigação.
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Entre os dados mais relevantes está a admissão de Washington de treinar e trabalhar com vários membros do comando armado que supostamente matou o presidente em sua residência na madrugada de 7 de julho.

A Administração do Controle de Drogas (DEA, por suas siglas em inglês) reconheceu que um dos detidos trabalhava como informante para a agência federal, enquanto o Pentágono confirmou que membros do grupo receberam treinamento dos militares dos EUA, quando ainda pertenciam ao exército regular da Colômbia.

Por sua vez, Joe Biden rejeitou o envio de tropas ao Haiti ‘por enquanto’ e garantiu que apenas fuzileiros navais foram enviados para proteger a embaixada do norte em Porto Príncipe.

Também no início da semana, a polícia anunciou a prisão do médico haitiano Enmanuel Sanon, suposto líder do assassinato, e a primeira pessoa contatada pelos ‘mercenários’ quando foram sitiados pelas autoridades.

Em sua casa foram encontrados vários computadores com as iniciais DEA inscritas, além de armas, munições, documentos da República Dominicana e cartas enviadas por Sanon a diversos setores do país, explicou o diretor da Polícia, León Charles.

O titular também explicou que o assassinato foi planejado em um hotel em Santo Domingo, República Dominicana, em uma reunião da qual participou Sanon e o opositor venezuelano Antonio Emmanuel Intriago, que dirige a empresa de segurança CTU Security, designada como recrutadora dos assassinos.

Estiveram presentes também o ex-senador John Joel Joseph, suposto tesoureiro da operação e coordenador dos encontros com os’ mercenários ‘, além do estadunidense nascido no Haiti, James Solages, e Walter Veintemilla, diretor da consultora Worldwide Capital Lending Group, acusado de financiar o assassinato, segundo autoridades.

O comando armado era composto por 26 colombianos e dois haitianos estadunidenses que se declararam tradutores.

Dezoito colombianos foram presos, três morreram em confrontos com a polícia e cinco permanecem foragidos, de acordo com o balanço mais recente de agências de aplicação da lei.

A Polícia emitiu mandados de busca contra o ex-senador Joseph, o ex-empresário Rodosplhe Jaar e o ex-funcionário do Ministério da Justiça, Joseph Felix Badio, que, segundo as últimas investigações, deu a ordem para a execução do assassinato.

Enquanto isso, a promotoria proibiu 16 pessoas de deixar o país, incluindo os quatro principais funcionários da segurança presidencial, que foram convocados para testemunhar perante o Ministério Público, mas não compareceram.

O diretor da polícia garantiu que os agentes estão isolados e que foram aplicadas 24 medidas cautelares contra os policiais encarregados de garantir a segurança do chefe de Estado.

Moïse recebeu 12 disparos que atingiram a região do abdômen, quadris, olhos, cabeça e não sobreviveu, enquanto a primeira-dama Martine Ethiene foi alvo de vários projéteis.

Segundo o ministro delegado, Mathias Pierre, o governante foi torturado e em sua autópsia foram encontrados vários ossos fraturados, enquanto imagens que circulam nas redes sociais mostram cortes em seus braços e marcas em seus ombros.

Na véspera, milhares de apoiadores desfilaram nas ruas de Trou du Nord, sua cidade natal, e em Port de Paix, de onde Martine é originária.

Vestidos de branco, com flores e cartazes, exigiram justiça e apontaram que o presidente foi assassinado por suas ideias de desenvolvimento.

Os funerais nacionais serão realizados na próxima sexta-feira no Cabo Haitiano, a segunda maior cidade do país.

msm / ane / hb

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