3 de December de 2021

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Advogado de empresa norte-americana do caso das vacinas no Brasil

Advogado de empresa norte-americana do caso das vacinas no Brasil

Brasília, 15 de jul (Prensa Latina) A comissão do senado que fiscaliza a gestão do governo perante a Covid-19 (CPI) no Brasil vai ouvir hoje o advogado Cristiano Carvalho, da americana Davati Medical Supply, envolvido em supostos subornos na compra de vacinas.
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Questionado pelo legislador Humberto Costa, o advogado abordará em seu depoimento as investigações sobre o suposto caso de suborno na aquisição de imunizadores anti-Covid-19 da empresa anglo-sueca AstraZeneca.

Costa cita em seu pedido uma reportagem do jornal Folha de São Paulo, de 29 de junho, na qual se alega que o ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde Roberto Dias condicionou um acordo com a Davati em troca de propina no valor de um dólar a dose de vacina.

Para o parlamentar, a denúncia é ‘gravíssima’ e precisa ser melhor investigada.

De acordo com reportagem feita ao jornal pelo policial militar Luiz Paulo Dominghetti, que se apresentou como representante da Davati, a proposta de suborno ocorreu no dia 25 de fevereiro, durante encontro com Dias no restaurante Vasto, em Brasília.

Inicialmente, a proposta de Davati era vender 400 milhões da vacina Covid-19 AstraZeneca por US $ 3,50, mas o preço acabou inflacionando para US $ 15,50 devido ao negócio ‘desagradável e assustador dos bastidores’ de Dias, de acordo com a conta de Dominghetti no relatório.

O artigo da Folha explica que chegou a Dominghetti graças às informações transmitidas por Carvalho.

No dia 8 de julho, o Governo demitiu o diretor de Imunizações e Doenças Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da saúde, Lauricio Monteiro, pelo seu possível envolvimento em irregularidades durante compra de vacinas anti-Covid-19.

Monteiro deu sinal verde para que o Rev. Amilton Gomes de Paula e a entidade por ele presidida negociassem 400 milhões de doses da AstraZeneca em nome do governo com a Davati.

O valor negociado do reverendo por vacina foi de US $ 17,5 por dose, o triplo do que o ministério pagou em janeiro por cada porção da AstraZeneca para um laboratório indiano.

Recentemente, o Governo também demitiu o ex-diretor do departamento de Logística do Ministério, Roberto Ferreira, após informações que o acusavam de ter pedido suborno na aquisição de antígenos do laboratório anglo-sueco.

Para o presidente da comissão, Omar Aziz, o ex-funcionário violou o juramento de dizer a verdade e enganou os senadores em relação à acusação de exigir propina no episódio da oferta do medicamento AstraZeneca por Davati.

msm / ocs / fav

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