1 de December de 2021

NOTICIAS

Partido da coalizão governante israelense rejeita lei anti-palestina

Partido da coalizão governante israelense rejeita lei anti-palestina

Tel Aviv, 2 jul (Prensa Latina) Uma lei de cidadania dirigida contra os palestinos hoje ameaça fraturar o governo de coalizão israelense, após a decisão do partido Meretz de votar contra a extensão da iniciativa, qualificando-a de discriminatória.
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on telegram
Share on email

‘Esta normativa discrimina uma população por motivos raciais, no passado nós entramos com uma denúncia na Corte Suprema contra ela, e se for colocada em votação, vamos nos opor’, anunciou a formação de esquerda, com seis cadeiras no Knesset (parlamento nacional).

De acordo com a imprensa, essa será a posição oficial do líder do partido e ministro da Saúde Nitzan Horowitz, embora alguns de seus deputados possam apoiar a iniciativa, que impede a concessão automática da cidadania a palestinos casados com israelenses.

O Executivo, liderado pelo líder de extrema-direita Naftali Bennett, adiou a votação para a próxima segunda-feira devido à impossibilidade de alcançar a maioria no legislativo, composto por 120 membros.

Vários jornais destacam que o adiamento visa tentar convencer os quatro deputados do partido árabe-israelense Raam, um dos quais qualificou o projeto de racista e antidemocrático.

A aliança tem o apoio de apenas 61 cadeiras, então é fundamental para Bennett somar cada voto a favor da normativa, promulgada pela primeira vez em 2003 e prorrogada desde então a cada seis meses.

O jornal The Times of Israel revelou que a Ministro do Interior, a ultranacionalista Ayelet Shaked, advertiu Raam e Meretz que se eles não apoiassem a iniciativa, o Governo promoveria um novo projeto para reformar o sistema de imigração, e assim facilitar um número maior de deportações.

O Likud e outros partidos de direita que estão na oposição apoiaram historicamente essa lei, mas desta vez se mostram relutantes em seguir o mesmo caminho, que foi aqui interpretado como uma tentativa de prejudicar politicamente a coligação.

No entanto, o deputado do Likud, Eli Cohen, anunciou que sua formação estaria disposta a apoiar uma breve prorrogação de dois meses se o Executivo se comprometer a promover um projeto legislativo que promova restrições aos palestinos permanentemente.

A reunificação da família permite que um israelense solicite a cidadania de seu cônjuge estrangeiro.

A maioria dos pedidos são apresentados por árabes-israelenses, totalizando quase 1,9 milhão, em nome de um cônjuge palestino que vive na Cisjordânia ou na Faixa de Gaza.

oda / rob / cm

minuto por minuto
NOTAS RELACIONADAS
ÚLTIMO MINUTO

© 2016-2021 Prensa Latina
Agência Latino-americana de Notícias

Rádio – Publicações – Vídeos – Notícias a cada minuto.
Todos os Rigts Reservados.

Rua E No 454, Vedado, Havana, Cuba.
Telefones: (+53) 7 838 3496, (+53) 7 838 3497, (+53) 7 838 3498, (+53) 7 838 3499
Prensa Latina © 2021.