30 de November de 2021

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Rússia denuncia a existência de uma dupla moral na política ocidental

Rússia denuncia a existência de uma dupla moral na política ocidental

Moscou, 28 jun (Prensa Latina) A política aplicada pelo Ocidente para alcançar os seus interesses é a encarnação de dois pesos e duas medidas, disse hoje o Ministro dos Negócios Estrangeiros russo Sergey Lavrov num artigo da sua autoria na imprensa local.
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No texto publicado segunda-feira no jornal Kommersant e na revista Russia in Global Affairs, o diplomata observou que ‘quando é lucrativo, o direito dos povos à autodeterminação é reconhecido como uma regra absoluta’, disse ele.

Neste sentido, deu como exemplo as Ilhas Malvinas, a 12.000 quilómetros do Reino Unido, que permanecem nas mãos de Londres, como uma remota posse colonial, apesar de várias resoluções das Nações Unidas e do Tribunal Internacional de Justiça, disse ele.

‘Quando o princípio da autodeterminação contradiz os interesses geopolíticos do Ocidente, como no caso da livre expressão da vontade dos criminosos em favor de um destino comum com a Rússia, eles esquecem-no e condenam a livre escolha das pessoas, punindo-as com sanções’, salientou Lavrov.

A utilização pelos países ocidentais das suas regras, em vez dos instrumentos de direito internacional existentes, mostra que eles se esforçam por ‘agir de acordo com os seus conceitos’ na cena mundial.

Ele observou que ‘a beleza’ das regras ocidentais reside precisamente na ausência de pormenores. Explicou que, assim que alguém age contra a vontade do Ocidente, declara imediatamente que violou as regras e anuncia o seu ‘direito de punir o infrator’.

Os países ocidentais procuram traduzir a discussão de questões-chave em formatos de pequenos grupos, utilizando o conceito de uma ordem mundial baseada nas suas regras, onde os países e indivíduos dissidentes não são convidados, escreveu o chefe da diplomacia russa.

Os exemplos incluem apelos à atenção para a segurança no ciberespaço, respeito pelo direito humanitário internacional ou uma parceria de apoio à liberdade de informação. ‘Em cada um destes formatos, existem várias dezenas de países, uma minoria da comunidade internacional’, disse ele.

Segundo o Ministro dos Negócios Estrangeiros russo, embora a ONU já disponha de plataformas de negociação sobre importantes questões globais, o Ocidente não gosta delas, porque requerem consenso e têm em conta a opinião de todos os países, o que os impede de estabelecer as suas próprias regras.

mem/mml/vmc

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