15 de August de 2022
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Cannes e a presença limitada da América Latina

Cannes e a presença limitada da América Latina

Havana, 26 jun (Prensa Latina) Os filmes latino-americanos ocupam hoje um espaço limitado na seleção oficial da 74ª edição do Festival de Cannes, prevista para 6 a 17 de julho na cidade francesa da Riviera.
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Segundo especialistas, o júri deixou de fora a América Latina porque a região só pode ser representada se levar em conta as produções feitas em conjunto com outras pessoas, empresas ou países.

Com base nesta abordagem, o único que conseguiu ‘entrar sorrateiramente’ na distinta lista de 24 filmes em competição foi o filme tailandês Memoria, que inclui o colombiano Juan Pablo Urrego e o espanhol-mexicano Daniel Giménez-Cacho entre seus protagonistas.

Além deste ‘detalhe’, o país anfitrião é o mais bem representado com sete filmes, seguido pelos Estados Unidos, que competem com três títulos, e outros candidatos europeus.

A produtora mexicana Piano é a primeira de seu tipo a chegar a Cannes para a coprodução do filme Annette, do cineasta francês Léos Carax, que abrirá o festival de cinema, e Bergman Island, da diretora francesa Mia Hansen-Løve.

Enquanto isso, o filme de estreia Freda, da cineasta haitiana Gessica Généus, faz parte da seleção oficial na seção A Certain Regard e foi o único representante das Índias Ocidentais na corte seleta da sétima arte.

Estendendo a busca pela América Latina, esta categoria conta com dois representantes da nação asteca entre as 18 propostas: Noche de Fuego e La Civil, que conta com a colaboração do premiado Michel Franco.

Por sua vez, Sessões Especiais mostram o filme O Marinheiro das Montanhas, do brasileiro Karim Ainouz, e O ano da tempestade eterna, uma obra de cinco países na qual a chilena Dominga Sotomayor participa.

Esta é uma prática comum já que, em 2020, a competição suspensa pelo Covid-19 não incluiu nenhum candidato latino-americano em sua seleção de 56 obras.

Os Estados Unidos mantêm uma posição hegemônica na indústria cinematográfica, seguida pela Europa, com a qual as produções latino-americanas não competem, especialmente em termos de orçamentos.

A história mostra que, mesmo com estas limitações, os cineastas deste lado do mundo têm narrativas inovadoras para trazer às telas, com uma forte carga política e social, e capazes de impressionar em termos visuais.

Entretanto, os críticos dizem que estes parâmetros não parecem ter muita influência na seleção dos concorrentes nas prestigiosas competições cinematográficas mundiais, como a história se repete em muitos deles.

A lista dos vencedores em Cannes inclui apenas três latinos: o mexicano Emilio Fernández para a Candelária (1943), o naturalizado mexicano Luis Buñuel para a Viridiana (1961) e o brasileiro Anselmo Duarte para o Pagador de promessas (1962).

Resta saber quem vai ganhar na 74ª Palma de Ouro e se, apesar da pequena presença, os latinos conseguem trazer para casa uma colheita.

msm/yrv/vmc/gdc

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